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Diplomacia-Governo - (Atualizada)

Da Redação ·

Na posse, novo chanceler diz que se inspirará em Antonio Patriota




Por Flávia Foreque e Tai Nalon

BRASÍLIA, DF, 28 de agosto (Folhapress) - O novo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, elogiou seu antecessor no cargo, Antonio Patriota, em sua posse hoje em Brasília.

Ele assume após a crise diplomática provocada pela operação que retirou o senador Roger Pinto Molina de La Paz, no fim de semana. O boliviano, que é condenado em seu país a corrupção, estava abrigado há 15 meses na representação brasileira.

O novo chanceler reconheceu que terá, a partir de agora, uma "tarefa desafiadora", e elogiou Patriota. "Trata-se de suceder um dos maiores talentos da diplomacia brasileira, meu amigo Antonio Patriota. Nele me inspiro para enfrentar as variadas e complexas questões internacionais que cabe a um país do porte do Brasil. ", disse Figueiredo em seu discurso.

O novo ministro disse estar orgulhoso do convite feito pela presidente Dilma e lembrou o papel desempenhado pela então ministra da Casa Civil em conferências ambientais. "A senhora sempre esteve particularmente engajada em orientar de perto as delegações de conferenciado clima, mesmo quando tinha que ser consultada em horários inadequados."

Figueiredo ainda citou o ex-presidente Lula, "que me elevou ao cargo de embaixador". O novo ministro disse ainda que terá o compromisso de seguir "as diretrizes da presidenta Dilma Rousseff, tornar o ministério das relações exteriores cada vez mais útil ao governo e mais próxima ao parlamento e à sociedade civil".

"É com o sentido de missão e com a vontade de fazer o melhor possível que prometo empenho, trabalho e dedicação para contribuir para o futuro do Brasil", completou.

Patriota

Antes de passar o cargo para Figueiredo, Antonio Patriota criticou a decisão do então encarregado de negócios da embaixada em La Paz, Eduardo Saboia, de trazer ao Brasil, sem consulta a superiores, o senador Roger Pinto, que estava asilado na representação para o país havia 15 meses.

Para Patriota, "a atuação independente ação independente de servidor em La Paz em assunto de grande sensibilidade, e sem instruções representa conduta que não pode voltar a ocorrer".

"Por força do nosso trabalho, a diplomacia brasileira conquistou respeitabilidade e credibilidade. Estou certo que continuará assim", completou Patriota.

Aplaudido de pé após um discurso curto, ele afirmou ser "eternamente grato" por ter sido escolhido pela presidente Dilma Rousseff para chefiar a pasta. Ele também elogiou seu sucessor, afirmando que "não poderia haver melhor escolha" para a função.

"O embaixador Figueiredo exibe um dos currículos de realizações mais expressivos entre os diplomatas de nossa geração. (...) Talvez mais simples seja dizer que ele foi o diplomata que produziu o futuro que queremos na Conferência Rio+20", disse em referência à atuação do novo chanceler como negociador chefe da delegação brasileira.

Patriota fez um balanço de gestão, lembrando inúmeras visitas de chefes de Estado e chanceleres estrangeiros ao Brasil, o que, segundo ele, reflete um "novo padrão" do Brasil no cenário internacional.

Ele destacou ainda que durante sua gestão, o Brasil teve sucesso em todas as indicações que fez a órgãos internacionais, a exemplo de Roberto Azêvedo na direção da OMC (Organização Mundial do Comércio).
 

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