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Rastro de destruição vai da zona sul ao centro

Da Redação ·

RIO DE JANEIRO, RJ, 28 de agosto (Folhapress) - Um dia após mais um protesto violento deixar ao menos duas pessoas feridas no Rio, rastros de destruição se espalhavam pela rua das Laranjeiras, zona sul, até o centro da cidade, na manhã de hoje. Ônibus, agências bancárias, latas de lixo e uma concessionária foram depredadas. Segundo a PM, depois de provocações, os manifestantes tentaram passar por um bloqueio, atirando pedras portuguesas e fogos de artifício contra policiais. Um PM ficou ferido na cabeça e precisou levar oito pontos no Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, zona norte. Num tumulto no Largo do Machado, zona sul, uma estudante ficou ferida no rosto e foi encaminhada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro. Ainda não há informações se ela foi atingida por uma pedra ou por uma bala de borracha. Até as 10h, a Secretaria de Saúde não havia informado o estado de saúde da jovem. No total, dez pessoas foram detidas, entre elas um adolescente. Eles foram conduzidos à 5ª DP (Mem de Sá), onde assinaram termo circunstanciado por desacato e resistência e foram liberados. Um dos suspeitos tinha passagem por roubo e furto no Estado de São Paulo. Os nomes deles não foram divulgados. Os tumultos começaram, por volta das 20h30, depois que manifestantes seguiram para o Palácio Guanabara pela rua Pinheiro Machado e encontraram no caminho uma barreira policial. Na confusão, a PM disparou balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta, além de usar armas de choque. De acordo com a polícia, os manifestantes revidaram atirando pedras portuguesas e jogando fogo em lixeiras e objetos depredados no meio das ruas. Os jovens também atiravam coquetéis molotovs contra os policiais. Sobre as cápsulas de calibre 380 apresentadas por manifestantes na delegacia, a PM afirmou em nota que a pistola utilizada pelos policiais militares é de calibre .40. A corporação nega que algum policial tenha usado arma letal no protesto. A Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) gravou imagens de ativistas sendo agredidos por PMs com cassetetes. As cenas são exibidas nas páginas dos manifestantes no Facebook. A polícia também distribuiu imagens de ataques de ativistas contra os policiais.  

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