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Traficantes paraguaios podem ter contratado brasileiros para atirar em senador

Da Redação ·
 Eduardo da Silva
fonte: Divulgação
Eduardo da Silva

Um consórcio formado pelos chefões do narcotráfico paraguaio que atua na região de fronteira com o Brasil pode estar por trás do atentado sofrido pelo senador paraguaio Robert Acevedo, na última segunda-feira (26). O carro no qual estava o político foi duramente atingido por disparos no centro de Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã (MS).

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Fontes das polícias dos dois países afirmam que os chefões do tráfico já planejavam matar o político desde 2005. Na época, quando era governador do Departamento de Amambay, Acevedo espalhou cartazes pelas rodovias do Paraguai com as fotos dos criminosos.

O R7apurou que os chefões do tráfico paraguaio teriam contratado, para praticar o ataque, membros de uma facção criminosa que atua nos presídios de São Paulo.

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Apesar do grupo brasileiro rivalizar com os traficantes paraguaios na fronteira, muitos dos seus membros, em troca de dinheiro e com dívidas dentro do próprio grupo, aceitam trabalhar para os chefões do outro lado da fronteira.

A polícia do Paraguai chegou a prender dois supostos integrantes da facção criminosa que atua nos presídios paulistas, por suspeita de participação no ataque, que matou dois seguranças do senador. Fontes oficiais disseram que, como os traficantes paraguaios não conseguiram matar o senador, eles teriam mandado um recado dizendo que pretendiam terminar o serviço porque tinham uma reputação a zelar.

A polícia apura se o fato de a família do senador ter comprado a maior rádio do Departamento de Amambay há três meses, que o político usa para atacar os chefões do narcotráfico, pode ter estimulado a reação violenta dos criminosos da região de Pedro Juan Caballero.

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Senador foi baleado no centro da cidade

O senador Acevedo foi atacado no último sábado no centro de Pedro Juan Caballero por homens que estavam em uma caminhonete. Eles pararam o veículo e dispararam 40 tiros contra o político e os seguranças Richard Martínez e Feliciano Alonso, mortos na ação.  

Dois brasileiros, Eduardo da Silva e Nevailton Marcos Cordeiro, foram presos por suspeita de envolvimento no atentado. A polícia paraguaia disse que eles são ligados a uma facção criminosa paulista.

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O comissário Francisco González, de Pedro Juan Caballero, afirmou que uma caminhonete utilizada para interceptar o veículo do senador tem placa de São Paulo.

Em 2006, em entrevista ao Jornal da Record, Acevedo, então governador do Departamento (Estado) de Amambay, já denunciava a ação na fronteira da facção criminosa que age dentro dos presídios no Brasil.

Desde o último sábado, cinco Departamentos do Paraguai estão em estado de exceção, para que as forças de segurança capturem membros da guerrilha EPP (Exército do Povo Paraguaio). O governo paraguaio nega que o crime tenha relação com a medida de segurança.