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Papa beberá vinho produzido em Bento Gonçalves

Da Redação ·
Papa Francisco canonizou 35 novos santos no domingo (15). foto - arquivo
fonte: divulgação
Papa Francisco canonizou 35 novos santos no domingo (15). foto - arquivo

SÃO PAULO, SP, 20 de julho (Folhapress) - O papa Francisco degustará durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontece entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro, um vinho produzido na cidade de Bento Gonçalves, na região da serra gaúcha.

O vinho tinto Talento, que integra a linha top da Salton, é resultado da combinação de três tipos de uvas, cabernet sauvignon (60%), merlot (30%) e tannat (10%). O pontífice e os demais religiosos presentes no evento serão servidos com a safra 2007 do rótulo.

A vinícola já é uma tradicional fornecedora da bebida para a Igreja. O produto é o mesmo que foi provado pelo papa Bento 16 em 2007, quando o pontífice veio ao país para participar da 5ª Conferência Episcopal Latina Americana. Na ocasião, a safra era a de 2004.

A preferência da Igreja Católica por produtos Salton é antiga. Desde 1957 a empresa produz e fornece grande parte do vinho canônico consumido em igrejas de todo o país.

É o "sangue de cristo" ou a bebida consumida pelo padre durante as missas, na celebração da Eucaristia -para fornecê-lo às igrejas é preciso obter uma autorização da Cúria Metropolitana, órgão regulador da Igreja.

O vinho

A Salton descreve o Talento como um tinto de aroma que lembra ameixa-preta, amêndoas torradas e uvas-passas. Frutos negros -cassis, amora, mirtilo-, violeta, chocolate, eucalipto, cogumelo e nozes também podem ser percebidos.

Para Arthur Azevedo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), "É um vinho complexo, com boa estrutura de boca e bom equilíbrio entre álcool e acidez". Azevedo afirma também que o rótulo, "um dos melhores vinhos que o Brasil já fez", tem bom potencial para guarda.

Já o vinho canônico, também produzido pela Salton, tem características diferentes. É licoroso, bem alcoólico e doce, feito na versão da empresa com uvas moscato (50%), Saint Emilion (40%) e Isabel (10%). Aqui, a fórmula leva uvas de mesa, geralmente não usadas na vinificação comercial (apenas no Brasil, onde a legislação permite), de acordo com Azevedo.

As elevadas doses de açúcar e de álcool na composição são típicas para o estilo do vinho. Elas garantem um maior tempo de conservação, já que a bebida é consumida lentamente, em pequenas doses a cada missa.
 

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