Geral

Segurança-Rio - (Atualizada)

Da Redação ·

PM do Choque será afastado por excessos em manifestações no Rio




RIO DE JANEIRO, RJ, 16 de julho (Folhapress) - O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, disse hoje que vai afastar um policial do Batalhão de Choque da PM por excesso de força nas recentes manifestações populares no Rio. O nome do agente não foi revelado.

De acordo com a assessoria de imprensa da PM, o comandante determinou que os policiais militares reduzam o emprego de bombas de gás lacrimogêneo durante as tentativas de dispersar manifestantes exaltados.

A decisão pelo afastamento de um PM aconteceu um dia após reunião entre Erir Ribeiro Costa Filho, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, o delegado da Polícia Civil Zaqueu Teixeira, e integrantes de entidades de Direitos Humanos.

Depois do encontro, Teixeira admitiu que a Polícia Militar cometeu excessos nas manifestações que vêm ocorrendo na cidade. "Houve excessos no uso de gás [lacrimogêneo] e de outros equipamentos não letais. Precisamos que ele [policial militar] possa dosar e fazer uso moderado da força. Junto com a secretaria de Segurança Pública, vamos criar um grupo de trabalho que possa regular o comportamento desses policiais, com normas de procedimento", disse o secretário.

Segundo ele, em 30 dias serão anunciadas mudanças na grade curricular da polícia. Um grupo de trabalho será criado para trabalhar nesta mudança.

A reunião aconteceu a pedido de ONGs e grupos voltados para a defesa de Direitos Humanos. As entidades lembraram a ação policial em 16 de junho, pouco antes do jogo entre México e Itália, no Maracanã, pela Copa das Confederações.

Na ocasião, os PMs perseguiram os manifestantes até a Quinta da Boa Vista, parque na zona norte do Rio. Na ação, os PMs chegaram a jogar gás lacrimogêneo próximo às famílias.

"Chegou-se à conclusão de que alguns procedimentos precisam ser aperfeiçoados", afirmou o secretário. Zaqueu Teixeira também quer que os policiais mantenham sempre o seus nomes estampados na farda.

O policial que escondê-lo durante os protestos será punido, garantiu o comandante-geral da PM ao secretário. A hora e local devem ser anotados e passados à corregedoria interna da corporação.
 

continua após publicidade