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Comerciante é libertada após 4 dias de cativeiro na zona leste

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 14 de julho (Folhapress) - Uma comerciante de 40 anos foi libertada após ficar quatro dias em cativeiro na região da Vila Curuça, zona leste de São Paulo.

O resgate aconteceu na madrugada de sexta-feira. Seis pessoas foram presas, uma delas era conhecida da vítima, e uma adolescente de 13 anos foi apreendida.

Segundo equipes do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), a vítima fechava o mercado em que trabalhava quando foi abordada e sequestrada por dois homens, na última segunda-feira.

A dupla levou a comerciante até um carro, onde estava mais um comparsa. Segundo a polícia, o trio exigiu os R$ 200 que estavam na carteira da mulher e disse que a libertaria nas proximidades do Itaim Paulista.

Mesmo entregando o dinheiro, os criminosos colocaram um capuz na vítima e a levaram para uma casa. "A comerciante ficou sentada em um colchão olhando para as paredes durante o tempo em que esteve presa. Ela não foi amarrada e não sofreu nenhuma lesão", disse a diretora do DHPP, Elisabete Ferreira Sato Lei.

Na madrugada de quarta-feira, a comerciante foi encapuzada mais uma vez para ser transferida de cativeiro. Durante o tempo em que esteve sequestrada, os bandidos fizeram ao menos três ligações diárias para a irmã da vítima, informou o delegado titular do DAS, William Eiras Garcia Wong Alves.

Após investigação, um bandido foi preso na rua Tibúrcio de Souza, após tentar fugir ao perceber a movimentação policial, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Ele confessou o crime.

Outro suspeito foi localizado em uma viela próxima e o terceiro homem, que é servente, foi identificado próximo ao cativeiro. Ao notar a presença policial, ele disparou contra os policiais, que revidaram, segundo equipe do DAS.

Na troca de tiros foi baleado e encaminhado ao pronto-socorro Santa Marcelina, mas não resistiu e morreu. A polícia apreendeu um revólver calibre 38.

As seis pessoas presas têm 19, 24, 24, 31, 34 e 46 anos e a adolescente apreendida tem 13 anos e era sobrinha de um dos envolvidos. Os nomes não foram divulgados.

A menina foi encaminhada à Fundação Casa e os presos responderão por extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha, posse ou porte ilegal de arma de fogo e por corrupção ou facilitar corrupção de menor de 18 anos.

Conhecido

Segundo o DAS, o homem de 46 anos que foi preso trabalhou no mercado que era de propriedade do pai da vítima. Ele foi demitido, há 15 anos, após desconfiarem que ele praticava furtos.

O suspeito foi o responsável por informar a quadrilha sobre os hábitos da família, informou a Polícia Civil. O homem também era procurado pela Justiça por roubo.

Na madrugada da quarta-feira, a comerciante foi novamente encapuzada e levada para um novo cativeiro. "Durante o tempo em que esteve presa, os sequestradores fizeram cerca de três ligações por dia para a irmã da vítima", contou o delegado titular da equipe "E" da 1ª Delegacia da Divisão Antissequestro (DAS) do DHPP,

O segundo cativeiro era similar ao primeiro. Neste segundo local, quem interagia com a vítima era uma adolescente de 13 anos, sobrinha de F.C.N.V. "A jovem era responsável pela sociabilização com a mulher", informou a diretora do DHPP. "Ela que levava água, comida e conversava com a vítima".
 

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