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Sindicato admite o uso de PMs como seguranças particulares

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 12 de julho (Folhapress) - O presidente do sindicato dos motoristas e cobradores de São Paulo, Isao Hosogi, conhecido como Jorginho, disse hoje que dois policiais militares da ativa atuam em sua equipe trabalham de seguranças. Outro PM, mas da reserva, também trabalha para o sindicato. A prática é proibida por lei. Policiais militares não podem trabalhar como seguranças particulares. Segundo Jorginho, dos três seguranças que são PMs, dois deles estavam no sindicato no dia da confusão e estavam armados, mas não atiraram. "Não orientei nenhum profissional a ficar armado, pois queríamos somente a manutenção da ordem e saída das urnas", disse durante entrevista coletiva concedida hoje na sede do sindicato. Utilizar policiais militares em ações de segurança é uma atividade condenada pela corporação porém, a prática é recorrente dentro das fileiras da PM. A corregedoria da Polícia Militar investigará o caso. Confusão Oito pessoas ficaram feridas na noite de anteontem durante uma briga no Sindmotoristas (sindicato dos motoristas de ônibus), na região central da capital paulista. O desentendimento aconteceu pouco antes do início das eleições para decidir a nova diretoria do sindicato, que estava prevista para começar à 0h de ontem. As eleições foram suspensas após a briga. O pleito deve ocorrer nos próximos dias 25 e 26 de julho.  

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