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Grupo segue em passeata e fecha pistas da Paulista e da Consolação

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 11 de julho (Folhapress) - Os cerca de 4.500 manifestantes que fechavam os dois sentidos da avenida Paulista, na região central de São Paulo, saíram em passeata em direção à praça Roosevelt por volta das 15h30 de hoje. O ato faz parte do "Dia Nacional de Lutas", convocado por centrais sindicais.

Com isso, por volta das 15h40, a pista sentido Paraíso da Paulista já estava liberada, mas permaneciam bloqueadas a pista sentido Consolação da via e a rua da Consolação, no sentido centro, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

O ato foi organizado por centrais sindicais como CUT, Força Sindical e UGT, mas acabou reunindo diversas categorias, com variadas reivindicações. Ao contrário do que aconteceu nos atos pela redução das tarifas, quase não se vê manifestantes com bandeiras ou camisetas do Brasil.

Um outro protesto também reunia um grupo pequeno de pessoas na frente da Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá, no horário. Os manifestantes, porém, estavam concentrados na calçada, sem provocar interdição da via. Não foi informado pela PM o número de pessoas ou as reivindicações.

Educação e transporte

Enquanto participava dos protestos na zona sul de São Paulo, a metalúrgica Regiane Maria Marques,35, exibia um cartaz com os dizeres "Fora, Dilma". Quando questionada sobre o motivo de sua participação no ato, afirmou "porque viver está caro".

Ao lado de duas colegas da metalúrgica Kasato, Regiane reclamava dos preços, do custo da educação e do transporte.

"Tenho um filho de 17 anos que faz curso pré-vestibular e tem de gastar com transporte. Além do custo da educação, pagar transporte não está fácil", disse.

A poucos metros dali, a operária Gleice Aparecida, 31, que trabalha há 5 anos na Chris Cintos, zona sul, também gritava palavras de ordem para pedir educação, saúde e transporte. "Falta professor na escola estadual do meu filho, aqui em Santo Amaro, ele sempre tem aulas vagas. É por isso que estou aqui. Para pedir que o governo faça mais investimento em saúde e educação", disse.

Animação

Durante o ato, ela e um grupo de cerca de 10 amigas disputava com outros grupo, dessa vez de 15 trabalhadores da gráfica Santa Fé, no bairro de Socorro, quem eram os manifestantes "mais animados" do protesto.

"Não dá só para reclamar. Tem de dançar um pouco", dizia Gleice enquanto sambava em um roda de rua improvisada pelos colegas.

Mais discreto, Eric Batista, 23, empregado há 2 anos da gráfica Santa Fé, também participava de um grupo de "operários-dançarinos" no meio da manifestação.

"Gosto de estudar, mas três cursos que fiz já gastei R$ 3 mil. Deveria ter mais bolsa de estudo para os operários. A minha empresa recebe uma pequena cota de qualificação em curso técnico do Senai. Para pegar a próxima bolsa, tenho de esperar cerca de 6 anos. Ou seja, quando eu tiver 29 anos. Simplesmente não dá", disse Batista.
 

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