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Polícia procura assassino de funkeiro morto durante show

Da Redação ·
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Polícia procura assassino de funkeiro morto durante show

O inquérito foi aberto na manhã desta segunda-feira (8). Pelo menos seis testemunhas foram ouvidas. Algumas disseram ter visto uma pessoa armada com pistola filmando o show, mas a polícia trabalha com várias hipóteses: vingança por uma discussão na chegada do funkeiro ao local do show, crime passional ou até algum desacordo profissional.

O laudo pericial vai ser agilizado e deve sair nos próximos dias para auxiliar as investigações. O enterro de MC Daleste aconteceu nesta manhã em São Paulo e foi acompanhado por centenas de fãs, amigos e parentes.

O pai do funkeiro não se conforma com a morte do filho. "Menino carismático e dócil. Eu tô arrasado, gente", comentou Roland Pellegrine, pai de MC Daleste.

Foi em um palco montado para uma festa junina em um conjunto habitacional de Campinas, no interior de São Paulo, que o funkeiro MC Daleste foi assassinado no sábado à noite.

As imagens divulgadas na internet por testemunhas também foram gravadas em outro ângulo. O disparo atingiu o abdome do cantor. "Todo mundo tinha pensado que era brincadeira, que era coisa da dança. Na hora que ele levantou as costas dele estavam cheias de sangue. Aí todo mundo saiu correndo, gritando: acertou o Daleste, mataram o Daleste, corre, mataram o Daleste. É tiro", conta uma testemunha.

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No dia seguinte ainda era possível ver as marcas de sangue dos disparos. O funkeiro de 20 anos foi levado para o Hospital Municipal de Paulínia, mas não resistiu aos ferimentos. De lá o corpo seguiu para a capital onde mora a família.


Funkeiros comentaram a morte de MC Daleste. A MC Pocahontas postou uma foto com o cantor e se diz muito abalada. O MC Guimê pede justiça.

MC Daleste ficou conhecido pelo funk ostentação ou funk paulista, que mistura a batida do funk carioca com letras sobre bens materiais. Em vez de ousadias sexuais, os temas são artigos de preços altos: carros, motos, óculos, roupas, bebidas. A batida não é diferente do funk carioca que esquenta bailes há 40 anos. Muda o sotaque, as letras e imagens.