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Coreias iniciam negociação para reabrir área industrial conjunta

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 6 de julho (Folhapress) - As Coreias do Norte e do Sul iniciaram hoje as negociações para retomar o funcionamento da área industrial de Kaesong. Operado de forma conjunta pelos dois países, o complexo foi fechado em abril após a retirada de operários norte-coreanos. A medida foi uma represália do regime de Kim Jong-un a duas resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país devido a um teste nuclear em fevereiro e ao lançamento de um foguete com tecnologia de mísseis de longo alcance em dezembro. As restrições causaram a fúria do país comunista, que em março e abril ameaçou a fazer um ataque nuclear contra os sul-coreanos e os Estados Unidos. Outro motivo de tensão no período foram os exercícios militares executados por Seul e Washington. Segundo o Ministério de Unificação da Coreia do Sul, as negociações sobre a reabertura de Kaesong estão atrasadas devido a problemas com as linhas telefônicas especiais que fazem a comunicação entre os dois países, que foram religadas na quarta (3). No mesmo dia, Pyongyang autorizou a visita de empresários sul-coreanos ao complexo industrial, que fica em território norte-coreano, a 10 km da zona desmilitarizada. A proposta sul-coreana prevê que três funcionários de cada parte participem verifiquem as instalações e os equipamentos para que o complexo seja reaberto. Kaesong Inagurada em 2004, a área industrial tem fábricas de 120 empresas sul-coreanas e rende cerca de US$ 480 milhões (R$ 1,01 bilhão) por ano aos norte-coreanos, uma das poucas fontes de recursos para o regime de Kim Jong-un. A atividade das 123 empresas sul-coreanas presentes em Kaesong foi interrompida depois que o regime comunista retirou seus 53.000 funcionários, no dia 8 de abril. Semanas depois, saíram da região os 800 sul-coreanos que exercem funções de chefia nas fábricas. Devido ao fechamento, a Coreia do Sul liberou US$ 273 milhões (R$ 546 milhões) para compensar as empresas, conforme contrato assinado antes da abertura das fábricas, em 2004, que prevê reparação de prejuízos em caso de fechamento maior que um mês. Pyongyang retomou a sua disposição ao diálogo e diminuiu a retórica belicista em maio, após forte pressão da China, seu principal aliado. Pequim se irritou com o aumento da tensão na região e as ameaças do regime norte-coreano.  

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