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Brasil tenta mudar conceito de luta contra o tráfico

Da Redação ·

O Brasil vai aproveitar a realização da International Drug Enforcement Conference (Idec), a maior conferência mundial antidrogas, para tentar enterrar de uma vez por todas o conceito de "guerra às drogas" centrado nos países. "A palavra-chave é corresponsabilidade", diz o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa. "O conceito que queremos agora é combater o tráfico, não países."

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A conferência ocorre no Rio de Janeiro, de terça a quinta-feira. O governo brasileiro, tendo como porta-voz o comando da PF, vai mostrar que "a lógica guerreira" no combate ao narcotráfico "impõe um vale-tudo que chega a passar por cima da soberania dos países e restringe o combate aos produtores". A Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas norte-americana, é parceira na organização e realização da Idec.

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Anual - em 2009, o encontro foi suspenso por causa da gripe suína -, a Idec, que pela terceira vez acontece no Brasil, discute as políticas de combate ao tráfico e o crime organizado, mas também debate as ações globais de segurança pública, com foco especial na cooperação policial internacional.

A contradição a ser explorada no Idec está no fato de que nem a Europa nem os EUA, grandes produtores de drogas sintéticas, praticam internamente o padrão de repressão que recomendam aos países produtores de maconha, cocaína e heroína, por exemplo. As drogas sintéticas são misturas químicas de substâncias psicoativas encontradas na natureza e que produzem efeitos alucinógenos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.