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Prefeitos bloqueiam rodovia federal durante manifestação

Da Redação ·





Por Natália Cancian

SÃO PAULO, SP, 3 de julho (Folhapress) - Prefeitos do Tocantins seguraram cartazes, queimaram bonecos que representavam o poder público e bloquearam uma rodovia federal por cerca de duas horas durante um protesto hoje.

O protesto começou por volta das 10h, na BR-153, em Paraíso do Tocantins, cidade vizinha a Palmas. Cerca de 120 pessoas participaram da manifestação, de acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

A rodovia foi bloqueada nos dois sentidos. O congestionamento atingiu três quilômetros, de acordo com a PRF.

Prefeitos de 89 municípios do Estado participaram do protesto, segundo a Associação Tocantinense de Municípios. O encontro também reuniu primeiras-damas, secretários e vereadores.

O grupo, que segurava cartazes com os dizeres "Prefeitos pedem socorro" e "Municípios estão falindo" protestava contra a redução nos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) pelo governo federal.

"Ao menos 125 municípios do Estado vivem basicamente do FPM", afirmou o presidente da associação e prefeito da cidade de Almas, Leonardo Cintra, que citou uma nova redução prevista para julho.

"E isso implica em acúmulo de problemas em cada município", disse. "Está ocorrendo uma grande massa de demissões dos funcionários dos municípios, devido à queda do valor que é repassado."

Durante o protesto, o grupo fez uma espécie de "teatro" com bonecos que representavam os prefeitos e o governo federal - este, de braços cruzados.

Após esse momento, todos os bonecos foram queimados, relatou Cintra. "Era como se tivéssemos queimado não os prefeitos, mas a realidade que vivemos hoje."

Ele negou que, ao bloquear a rodovia por volta do meio-dia, os prefeitos tenham trazido prejuízos à população. "[O congestionamento] não foi tanto quanto seria se o protesto fosse em outro horário", afirmou. "Foi a forma que encontramos para que governo federal olhe com outros olhos para o Tocantins", disse.

Cintra afirmou ainda que os atos que estão acontecendo no Brasil "deram mais gás" ao protesto. "Já tínhamos essa ideia desde abril. Os prefeitos só tiveram mais vontade de mostrar o que está acontecendo."
 

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