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Brasileiros-Caribe - (Atualizada)

Da Redação ·

Capixaba de 45 anos que morreu em travessia ilegal já havia morado nos EUA




Por Jeferson Bertolini

SÃO PAULO, SP, 3 de julho (Folhapress) - A capixaba Silvinha da Silva Braga, 45, que anteontem morreu afogada no mar do Caribe ao tentar entrar ilegalmente nos Estados Unidos, estava tentando voltar ao país para uma nova temporada, segundo familiares.

Silvinha e o marido, Adilson Gonçalves de Oliveira, 42, viveram nos EUA entre 1992 e 2000, mas foram flagrados pela imigração e precisaram voltar ao Brasil, conta Dayane Braga Oliveira, 22, a filha mais velha do casal.

"Meu pai não queria mais voltar (aos EUA). Mas minha mãe queria, e não tinha ninguém que tirasse isso da cabeça dela", acrescentou.

Adilson sobreviveu ao naufrágio, assim como as outras 18 pessoas que tentavam a travessia no mesmo bote. A data da volta dele ao Brasil é incerta.

A família vive em Alto Rio Novo (225 km de Vitória) e soube do acidente às 23h de anteontem, por meio de uma tia que vive nos EUA. Ela foi informada pela imigração porque o casal carregava o número de telefone dela.

Segundo Dayane, após o acidente o pai disse à tia por telefone que quis abortar a travessia ao ver a fragilidade do bote, mas foi ameaçado de morte pelos atravessadores, que estavam armados.

Dayane disse ainda que os pais passavam por dificuldades financeiras, que planejavam a travessia havia pelo menos um mês e que a intenção deles era morar definitivamente nos EUA.

Silvinha e Adilson tinham uma pequena loja de material de construção em Alto Rio Novo. Eles montaram o negócio com o dinheiro que conseguiram nos oito anos que viveram nos EUA, segundo a filha.

Hoje, a família ainda não sabia como faria o translado do corpo para o Brasil. A tia que mora nos EUA ficou encarregada de falar com as autoridades norte-americanas.
 

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