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Governo-Bolívia - (Atualizada)

Da Redação ·

Avião de Morales faz escala nas ilhas Canárias e segue para Fortaleza SÃO PAULO, SP, 3 de julho (Folhapress) - O avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, fez hoje uma escala nas ilhas Canárias, território espanhol no litoral do norte da África. A previsão é que, em seu caminho a La Paz, ele ainda faça uma escala em Fortaleza (CE), após ficar mais de 13 horas parado no aeroporto de Viena, na Áustria. Ele vinha de Moscou quando seu avião, que deveria ter pousado nas Canárias, teve que mudar de rota e pousar no aeroporto austríaco. Segundo o governo boliviano, França, Portugal, Espanha e Itália fecharam os espaços aéreos porque temiam que o mandatário levasse consigo o técnico Edward Snowden. O delator do esquema de espionagem telefônica e on-line feito pelos Estados Unidos em todo o mundo está na área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou. Ontem, Morales afirmou que avaliaria o pedido de asilo político que o informante apresentou ao país. A televisão estatal boliviana transmitiu o momento do pouso e da decolagem de Morales. Em pronunciamento no canal, o ministro da Defesa, Rubén Saavedra, confirmou que o avião chegará a La Paz durante a noite, após uma escala em Fortaleza. A comitiva boliviana segue viagem após grande polêmica provocada pelo desvio de rota. O governo boliviano afirma que, após ser impedido de descer nas Canárias, o piloto pediu para pousar no aeroporto de Lisboa e em terminais na França e na Itália, que também o proibiram. Nesta manhã, os quatro países acusados negaram a proibição. Portugal alegou que não permitiu o pouso em Lisboa por questões técnicas. Os outros descartaram qualquer fechamento do espaço aéreo. De acordo com a Convenção de Viena, os aviões presidenciais não podem ser proibidos de pousar em nenhum país. Embaixadora Apesar das acusações do governo central, a embaixadora da Bolívia em Madri, María del Carmen Almendras, afirmou que a Espanha ofereceu o pouso nas Canárias, mas a passagem do avião foi negada pela França. Por isso, ele teve que descer em Viena. O governo boliviano não comentou as declarações. A situação provocou uma crise diplomática entre bolivianos e europeus, que também envolveu outros países da América do Sul. A Unasul convocou uma reunião de emergência para discutir o assunto. O bloqueio foi condenado por Argentina, Equador, Uruguai e Venezuela. O Brasil ainda não comentou sobre o incidente. Os representantes de Portugal, Espanha e França em La Paz foram chamados pelo governo boliviano. Na capital boliviana, centenas de pessoas protestaram em frente às embaixadas da França e da Espanha. Alguns dos manifestante jogaram pedras e queimaram bandeiras.  

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