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Categoria protesta no Rio contra falta de investimentos na saúde pública

Da Redação ·

RIO DE JANEIRO, RJ, 3 de julho (Folhapress) - Cerca de 600 médicos protestam contra a falta de investimentos na saúde pública do país, hoje, no centro do Rio. Por volta das 11h30, eles fecharam a avenida Rio Branco para seguir para o núcleo do Ministério da Saúde, na rua México. Com jaleco branco, nariz de palhaço e cartazes nas mãos, os médicos gritam frases de protesto. "Ê, Dilma, vem se tratar no SUS". "Vem para a rua pela Saúde". Em seguida, eles devem seguir para a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Os profissionais dizem que hoje é o dia nacional contra a importação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma. Eles afirmam que irão recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir a vinda de médicos estrangeiros ao país sem teste de qualificação. Sindicatos e demais entidades médicas também participam de manifestações em outros Estados para cobrar do governo respostas para a crise da saúde e para as reivindicações dos médicos, que na semana passada encaminharam ofício à presidente Dilma Rousseff solicitando o agendamento de audiência para discutir o assunto. Seguindo orientação da Federação Nacional dos Médicos, os profissionais disseram que paralisaram os serviços médicos hoje, exceto os de urgência e emergência. A pauta de reivindicações do setor inclui ainda sanção da lei do Ato Médico, criação de carreira de Estado, realização de concurso público com piso FENAM (R$10.412,00) e a destinação de 10% (acréscimo de 50 bilhões) da receita bruta da União para investimentos na saúde pública. "Estamos denunciando um quadro muito grave em que se encontra a saúde pública do país. Não há condição de trabalho, faltam insumos importantes. É um verdadeiro genocídio que está em curso", disse Jorge Darze, presidente do sindicato dos médicos no Rio.  

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