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Promotoria entra com último recurso contra alunos que ocuparam a USP

Da Redação ·

Por Felipe Souza SÃO PAULO, SP, 2 de julho (Folhapress) - O Ministério Público de São Paulo entrou com mais um recurso contra os estudantes que invadiram a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) em 2011. Caso a denúncia não seja aceita, os alunos não poderão mais ser julgados em grupo, apenas individualmente, como pede a defesa de um deles. Segundo o advogado Guilherme Braga, as acusações contra os suspeitos devem ser feitas individualmente, não "de forma genérica" como ele diz ser a denúncia contra o grupo. Os manifestantes foram denunciados sob acusação de formação de quadrilha, danos ao patrimônio público, pichação, manuseio de instrumentos inflamáveis e desobediência. O juiz de primeira instância rejeitou a denúncia. Ele entendeu que os argumentos apresentados eram "genéricos e inviabilizariam a defesa". "Não há como dizer que todos quebraram viaturas, portavam bombas caseiras ou estavam associados de forma estável. É necessário individualizar a conduta", afirmou Braga. Segundo a denúncia do Ministério Público, os jovens desobedeceram ordem judicial para deixar a reitoria, além de contribuir, ou ao menos se omitir, da depredação do local. Os manifestantes reivindicaram a saída do reitor João Grandino Rodas, a saída da Polícia Militar do campus, a implementação de um programa paralelo de segurança e a não punição dos que participaram da invasão do prédio da reitoria da universidade. Setenta e duas pessoas foram presas durante a reintegração de posse da reitoria. Eles pagaram a fiança de R$ 545, e foram liberados.  

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