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Egito: Morsi rechaça ultimato do exército

Da Redação ·
O presidente do Egito, Mohammed Morsi, rechaçou nesta terça-feira o ultimato dado ontem pelas Forças Armadas do país e disse que não aceita "imposições", sejam elas internas ou externas. Em sua conta no microblog Twitter, Morsi assegurou que não renunciará ao cargo, como exige a oposição, e pediu ao exército que retire o ultimato. Ontem, o exército egípcio ameaçou intervir na crise entre situação e oposição se nenhum acordo for alcançado até as 16h locais de amanhã (11h em Brasília). Pouco antes da resposta de Morsi ao ultimato, fontes hospitalares disseram que pelo menos sete pessoas morreram em confrontos ocorridos hoje no Cairo entre simpatizantes e opositores do presidente. As mortes ocorreram em três diferentes confrontos, prosseguiram as fontes hospitalares, mas não havia mais detalhes disponíveis. Os choques entre simpatizantes e opositores do governo ocorreram menos de 24 horas antes do encerramento do prazo dado pelo exército para que Morsi e seus detratores cheguem a um acordo. Empossado há um ano, Morsi é o primeiro presidente democraticamente eleito da história do Egito. As Forças Armadas, que controlaram a política egípcia por mais de meio século até a deposição de Hosni Mubarak, em 2011, elaboraram um plano por meio do qual pretendem suspender a Constituição do país, dissolver o Legislativo e estabelecer um governo interino. Fonte: Associated Press.
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