Geral

Após protestos, manifestantes são proibidos de bloquear nas rodovias paulistas

Da Redação ·





Por Giba Bergamim Jr.

SÃO PAULO, SP, 2 de junho (Folhapress) - Após a série de protestos de caminhoneiros que fechou pelo menos 24 rodovias em 9 estados, a Justiça de São Paulo concedeu nesta tarde uma liminar ao Estado que impede o bloqueio de estradas estaduais em São Paulo.

Decisão do juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, determina não só a proibição de bloqueios nas rodovias como também prevê multa de R$ 20 mil por hora em caso de descumprimento. A ação foi requerida pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Desde ontem, a Artesp, órgão do governo estadual que administra as concessões de estradas, vinha estudando uma medida judicial para coibir a interrupção do tráfego nas estradas paulistas. Desde a manhã até a tarde de ontem, três rodovias paulistas ficaram fechadas: Castelo Branco, na região de Itapevi, Anchieta, em São Bernardo do Campo, as duas na Grande São Paulo, e a Cônego Domênico Rangoni, em Cubatão (Baixada Santista).

O protesto é encabeçado pelo Mubc (Movimento União Brasil Caminhoneiro), sob comando do sindicalista Nélio Botelho. De acordo com a decisão, Botelho poderá ter que arcar com os valores em caso de obstrução das rodovias e de vias de acesso a elas.

As paralisações de ontem provocaram bloqueios parciais ou totais durante mais de 11 horas em trechos de rodovias. O acesso ao principal porto do país, em Santos, foi fechado chegou a ficar fechado. A Castello Branco, bloqueada de manhã, só foi liberada após as 20h, quando a Tropa de Choque da Polícia Militar retirou os caminhoneiros na região de Itapevi (Grande São Paulo). Houve confronto, com bombas de efeito moral lançadas pela polícia contra os manifestantes, que revidaram com pedras e paus.

Os motivos para a mobilização dos caminhoneiros do país são diversos - da cobrança de pedágio a reivindicações por melhorias nas condições de trabalho.

Em São Paulo, os caminhoneiros aproveitaram a mobilização para questionar a volta da cobrança do pedágio por eixo suspenso (vazio) dos veículos.

A medida, prevista para começar ontem, havia sido anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Sua implantação acabou adiada.
 

continua após publicidade