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Corpo de menino é levado para a Bolívia; enterro deve ser amanhã

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 1 de julho (Folhapress) - O corpo do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, 5, embarcou para a Bolívia na tarde de hoje. Ele deve chegar a La Paz por volta das 19h (horário boliviano) e depois seguirá para o interior do país, onde a família do menino morava antes de vir para o Brasil. O enterro da criança está programado para amanhã. Os pais de Brayan também viajaram acompanhando o corpo, com a ajuda do Consulado-Geral da Bolívia e da companhia aérea. Segundo consulado, o casal não retornará ao Brasil e os tios do menino que ainda vivem no Brasil estão traumatizado e também devem voltar ao país natal. Natural da província de Omasuyos, a família de Brayan chegou ao Brasil há cerca de seis meses. Vieram a convite de um tio da criança para trabalhar como costureiros na casa onde ocorreu o crime. Ontem, a polícia apreendeu um adolescente, que seria o terceiro suspeito do crime a ser encontrado. Outros dois jovens - Paulo Ricardo Martins, 19, e Felipe dos Santos Lima, 18 - foram reconhecidos por testemunhas e presos anteontem. O autor do disparo, no entanto, foi identificado como Diego Rocha Freitas Campos, 20, condenado por roubou e foragido da Justiça. A polícia ainda não o localizou. O crime Segundo a polícia, os assaltantes invadiram a casa da família de Brayan quando um tio da criança estacionava, chegando de uma entrega de roupas. No imóvel moravam 11 bolivianos (quatro casais de costureiros e três crianças, incluindo Brayan). Brayan, a mãe e o pai, Edberto Yanarico Quiuchaca, 28, foram levados para a parte de cima do sobrado. Os demais moradores ficaram no térreo, com parte dos ladrões. A mãe de Brayan entregou R$ 3.500 aos ladrões. O cunhado dela, abordado na garagem, tinha mais R$ 1.000. Segundo a mãe do menino, a costureira Veronica Capcha Mamani, 24, os ladrões, insatisfeitos com os R$ 4.500 entregues, deram um tiro na cabeça do menino, que chorava. O cônsul-geral da Bolívia, Jaime Valdívia, classificou o assassinato do menino como um crime hediondo: "Somos respeitosos às leis brasileiras. Queremos que a polícia encontre o criminoso." Segundo Felipe Prado, representante do Consulado Boliviano, a família de Brayan morava legalmente no Brasil e já tinha protocolado um pedido de obtenção do RNE (Registro Nacional de Estrangeiro).  

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