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Quatro ministros renunciam

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 1 de julho (Folhapress) - Quatro ministros do Egito renunciaram hoje depois dos protestos violentos contra o presidente Mohamed Mursi, que continuam hoje. As manifestações deixaram 16 mortos e 781 feridos desde a manhã de domingo.

Hoje as manifestações continuam de forma pacífica em várias cidades do país, dentre elas o Cairo, onde milhares de pessoas estão acampadas e se reúnem na praça Tahrir e enfrente à sede da Irmandade Muçulmana, que foi destruída após um ataque de militantes opositores.

Segundo o Ministério da Saúde, 16 pessoas morreram e outras 781 pessoas ficaram feridas em confrontos entre manifestantes da oposição, aliados de Mursi e a polícia em diversas cidades egípcias. Das vítimas, oito morreram no Cairo.

A decisão foi tomada após uma reunião entre os demissionários, que não pertencem à Irmandade Muçulmana, grupo religioso ao qual Mursi é vinculado e principal alvo dos protestos. Após o encontro, eles encaminharam seus pedidos ao primeiro-ministro egípcio, Hisham Qandil.

Os ministros que renunciaram são Hisham Zaazu (Turismo), Atef Helmi (Telecomunicações), Hatem Bagato (Assuntos Parlamentares) e Khaled Fahmi (Meio Ambiente). As agências de notícias Mena e Efe também informam a demissão de Abdelqaui Khalifa (Recursos Hídricos), mas esta ainda não foi confirmada.

Um deles, Zaazu, já havia pedido para sair em meados de junho por não concordar com a nomeação de Adel al Jayyat, político radical islâmico, para a administração da cidade turística de Luxor. O novo governador da região é integrante de um grupo que reivindicou um ataque que matou 58 estrangeiros na cidade em 1997.

Os demissionários afirmam que a decisão é irrevogável. Além dos ministros, outros cinco senadores opositores deixaram o Conselho da Shura (Câmara alta do Parlamento). Ainda não há informações sobre os motivos que os levaram à renúncia.

A saída dos membros do governo, no entanto, não são encaradas como um grande golpe para Mursi, já que os principais ministérios são dominados por aliados da Irmandade Muçulmana. No entanto, são as primeiras baixas desde o início dos protestos, os maiores desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em 2011.
 

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