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País festeja entrada na União Europeia com festa nas ruas

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 30 de junho (Folhapress) - Milhares de pessoas se reuniram em Zagreb na noite de hoje para comemorar a entrada da Croácia na União Europeia. O país, que há 22 anos se tornou independente da antiga Iugoslávia, será o 28º país membro do bloco europeu.

Os croatas começaram a comemorar com fogos e champanhe à 0h de segunda (19h de domingo em Brasília), quando o país passou oficialmente a pertencer ao bloco. Cerca de 200 representantes de diversos países e de entidades do bloco também participaram da cerimônia.

O presidente da Comissão Europeia (braço executivo do bloco), José Manuel Durão Barroso, que estava na festa, felicitou o país balcânico. "Vocês devolveram a Croácia para seu lugar adequado, o coração da Europa. Hoje é o fim de um processo e o primeiro capítulo de uma história de sucesso".

O primeiro-ministro croata, Zoran Milanovic, fez um chamado aos países da região para que cumpram com as condições para entrar na União Europeia. "Estendemos as mãos aos países da região para cumprir com os critérios europeus assim que for possível".

Já o presidente Ivo Josipovic disse que a entrada no bloco muda para melhor o destino do país, mas afirmou que a festa não é maior por causa da situação financeira no continente. "Não teremos tantas confirmações porque a situação geral não é brilhante".

Além da comemoração, a Croácia liberou suas fronteiras com os vizinhos Eslovênia e Hungria e colocou a bandeira do bloco europeu com os vizinhos Bósnia, Sérvia e Montenegro. A exceção da Hungria, todos fizeram parte da antiga Iugoslávia, que passou por uma guerra civil nos anos 1990 que separou o país.

O país entra no bloco como o terceiro mais pobre da região, à frente apenas da Bulgária e da Romênia. Com desemprego em torno de 20%, redução da qualidade de vida e altos índices de corrupção, economistas dizem que os croatas poderiam ter que pedir um resgate financeiro assim que entrasse na UE.

Os partidários pela entrada na UE afirmam que os croatas poderão encontrar mais empregos em outros países e mais investimentos poderão chegar à Croácia, mas os opositores, como o grupo Occupy Croatia, tem receio de que haja alta de impostos para atender às exigências do bloco europeu.
 

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