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Polícia identifica 5 suspeitos de matar dentista queimado

Da Redação ·





Por Thiago Fadini

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP, 27 de junho (Folhapress) - Cinco pessoas são suspeitas de participar da morte do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, 41, em São José dos Campos (a 97 km de São Paulo), informou hoje a Polícia Civil.

O crime foi no consultório de Gaddy, em 27 de maio. Ele estava sozinho quando foi queimado. Foi socorrido ainda consciente e disse a testemunhas, segundo a polícia, que dois homens encapuzados haviam entrado no local para roubar, jogaram álcool em seu corpo e atearam fogo.

Gaddy morreu uma semana depois, no hospital Albert Einstein, na capital paulista.

Após investigações nas redondezas, as autoridades chegaram a uma adolescente de 15 anos que, segundo a polícia, confessou participação no crime.

Por meio do relato dela, outras quatro pessoas - dois homens de 30 e 23 anos e dois adolescentes de 16 e 17 anos - foram apontados como autores do latrocínio (roubo seguido de morte). As quatro negam envolvimento no crime.

A adolescente também teria dito que Gaddy foi queimado por acidente, enquanto o rapaz de 23 anos, a outra adolescente de 17 e o menino de 16 derramavam álcool em seu corpo apenas para assustá-lo. Assim que viram que não havia dinheiro no consultório, teriam ateado fogo acidentalmente e fugido sem levar nada.

Os dois adultos já haviam sido presos anteriormente. O chefe da quadrilha, segundo a polícia, foi identificado apenas pelo apelido de "Pateta".

Ele praticava roubos em São José dos Campos e Caçapava, cidade próxima, e foi detido em 20 de junho por tentativa de roubo em São José dos Campos.

O outro homem, que não teve a identidade revelada, foi preso no último dia 24 em Pindamonhangaba (156 km de SP), também por roubo.

Os dois estão sob custódia no Centro de Triagem de Caçapava. Os adolescentes permanecem soltos.

Segundo o delegado seccional de São José dos Campos, Leon Ribeiro, os jovens só poderão ser apreendidos mediante decisão judicial.

"Os adolescentes estão livres, mas assim que as provas forem coletadas, eles serão encaminhados para a Vara de Infância e Juventude para, aí sim, serem tomadas providências", afirmou.

À procura de provas

De acordo com o delegado seccional, as investigações continuarão em busca de provas técnicas que comprovem o envolvimento do grupo com a morte de Gaddy.

"Após o relato da menina, novas provas estão sendo analisadas pelos policiais da DIG [Delegacia de Investigações Gerais, que cuida do caso] para encontrar uma imagem que pegue os agressores", disse Ribeiro.

Os dois adultos serão indiciados por suspeita de latrocínio e corrupção de menores - as penas variam até 25 anos de prisão.

Entre os adolescentes, apenas a menina de 15 anos que teria confessado o crime não tinha passagem pela polícia. Os outros dois haviam praticado "delitos menores", segundo a polícia.

Outro caso

No dia 25 de abril, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza foi morta no consultório dela, na rua Copacabana, Jardim Anchieta, em São Bernardo do Campo (na Grande São Paulo). Ela também teve o corpo incendiado com álcool. A vítima morreu no local. Segundo a polícia, ela foi morta pois tinha apenas R$ 30 na conta bancária.

Os quatro criminosos foram presos na mesma semana que ocorreu o crime. Entre os assaltantes estava um adolescente de 17 anos que confessou à polícia ter ateado fogo na vítima.
 

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