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Manifestantes completam 48 horas na Câmara de Santa Maria

Da Redação ·

Por Wilhan Santin SÃO PAULO, SP, 27 de junho (Folhapress) - Um grupo de aproximadamente 300 manifestantes ocupa a Câmara Municipal de Santa Maria há 48 horas. Eles já passaram duas noites no local depois de protestarem durante a sessão que ocorreu na tarde de anteontem. Muitos dormiram em cadeiras do plenário ou no chão. Segundo Adherbal Ferreira, 49 anos, presidente da Associação de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, o grupo exige a exoneração imediata do procurador jurídico, Robson Zinn, e a renúncia dos três vereadores que integram a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada na Câmara para apurar as responsabilidades da tragédia ocorrida em 27 de janeiro na boate Kiss: Maria de Lourdes Castro (PMDB), Doutor Tavores (DEM) e Sandra Rebelato (PP). O incêndio ocorrido na boate Kiss provocou 242 mortes. "Dormiremos mais uma noite por aqui se for preciso. Mas queremos ser atendidos", destacou Ferreira. Ele perdeu uma filha, de 22 anos, na tragédia. O grupo, que está no local desde às 17h de terça, espera por uma reunião com o presidente da Câmara, Marcelo Bisogno (PDT). A assessoria de imprensa da Câmara informou que Bisogno se reuniu com vereadores oposicionistas e ouviu as reivindicações dos manifestantes. Ele está analisando os pedidos, segundo a assessoria. Os manifestantes, a maioria jovens e adolescentes, não concordam com a composição da CPI. Uma gravação de áudio feita em abril durante uma sessão da CPI é o motivo da revolta. Na conversa, vereadores e assessores teriam comentado que a investigação "não daria em nada". O Ministério Público investiga o caso. A assessoria da Câmara informou que, por enquanto, não haverá pedido de reintegração de posse. Passeata Às 17h30 um grupo deixará a Câmara para participar da passeata que lembra os cinco meses da tragédia na boate Kiss. Eles irão da catedral da cidade à basílica de Medianeira. No percurso, 242 pessoas deitarão no chão para lembrar os mortos. Enquanto isso, um outro grupo permanecerá ocupando a Câmara.  

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