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Homem com transplante de face tem evolução satisfatória

Da Redação ·
 Imagem de computador mostra uma das etapas do transplante
fonte: Vall d’hebron hospital/ap/ae
Imagem de computador mostra uma das etapas do transplante

O espanhol que foi submetido a um transplante total de face no Hospital Universitário Vall d'Hebron, de Barcelona, "se recupera satisfatoriamente", informou um porta-voz do centro médico. "O paciente tem uma evolução favorável. Está consciente e orientado. Nas próximas semanas, poderá começar a falar e a comer", afirmou o porta-voz por telefone. Ele também anunciou que a partir de agora não proporcionaria outras informações. "O paciente tem que se recuperar; vamos ver mais à frente se faremos ou não outra apresentação da operação com sua presença", destacou.

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O chefe de cirurgia plástica do hospital Vall d'Hebron anunciou, na quinta-feira, a realização da operação, executada no final de março, e a identificou como sendo o primeiro transplante facial total do mundo.

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"Os dez transplantes que foram efetuados até agora foram parciais, entre eles figuram os realizados nos hospitais La Fe de Valencia y Virgen del Rocío de Sevilla", destacou. Com a cirurgia de Barcelona, já foram realizados 11 transplantes de rosto no mundo - na França, Estados Unidos, China e Espanha. O primeiro foi realizado na França, em 2005.

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Mas o paciente de Vall d'Hebron foi o primeiro a receber um transplante total de rosto. O paciente se trata de um homem jovem que sofria de uma deformidade severa na face provocada por traumatismo, o que o impedia de respirar pelo nariz e pela boca, além de gerar grande dificuldade de deglutição e fala. O jovem, que foi tratado inicialmente em outro hospital, onde passou por nove intervenções, foi selecionado por Vall d'Hebron como candidato a um transplante, após passar por um estudo psicológico para determinar se aceitaria ser visto com os traços de outra pessoa.

Uma equipe multidisciplinar fez a preparação para a cirurgia durante dois anos. A operação contou com uma equipe de 30 profissionais durante 24 horas.

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Dirigidos pelo médico Joan Pere Barret, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados, os envolvidos transplantaram para o paciente toda a pele e músculos da face, o nariz, lábios, maxilar superior e todos os dentes, o paladar, os ossos e a mandíbula, utilizando técnicas de cirurgia plástica e microcirurgia reparadora vascular.

O paciente deve permanecer hospitalizado por dois meses, mas esta previsão pode variar em função da evolução do quadro.