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SP e Curitiba terão novos protestos contra a tarifa hoje

Da Redação ·
A manifestação que começou restrita à reivindicação pelo passe livre e pela redução da tarifa de ônibus ganhou proporções nacionais e passou a agregar diferentes bandeiras (Crédito da foto - Gazeta do Povo)
fonte: Gazeta do Povo
A manifestação que começou restrita à reivindicação pelo passe livre e pela redução da tarifa de ônibus ganhou proporções nacionais e passou a agregar diferentes bandeiras (Crédito da foto - Gazeta do Povo)

A manifestação que começou restrita à reivindicação pelo passe livre e pela redução da tarifa de ônibus ganhou proporções nacionais e passou a agregar diferentes bandeiras, independentemente da vontade das lideranças. Analistas políticos avaliam que por trás dessa proliferação de pleitos está a insatisfação com um sistema político que não representa mais o eleitor. Novos atos estão marcados para hoje em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Londrina, no interior do Paraná.

Para Carlos Mello, cientista político e pesquisador do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), a junção de diversas causas nas manifestações é um sintoma de que as questões cotidianas ficam em segundo plano na esfera política. “Há um sentimento represado de que as instituições políticas não nos representam mais. Há uma série de problemas como segurança, precariedade da saúde, problemas cotidianos para os quais os partidos aparentemente viram as costas para viver em função de seus interesses próprios e das eleições”, disse.

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Enquete

Uma enquete feita na página do movimento contra a tarifa no Facebook faz a seguinte pergunta: “Qual outro motivo faria você ir pra rua depois que o valor da passagem voltar a R$3?”. A resposta que aparece em primeiro lugar, com mais de 19 mil votos, é reforma política, na frente de educação (10 mil votos) e desmilitarização das polícias (2,7 mil votos), por exemplo. “Os três níveis de governo estão sendo contestados e cobrados”, aponta o professor e cientista político da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marco Antônio Carvalho Teixeira.

De acordo com Melo, o eleitor se sente sozinho e distante dos políticos que ajudou a colocar no poder. “Vinte centavos viram uma grande gota d’água onde transborda um balde de ressentimentos. É necessário recompor um sistema político capaz de perceber o problema da cidadania”, afirmou o professor do Insper.

Boca Maldita

Cerca de 10 mil pessoas confirmaram presença, pelas redes sociais, no protesto de hoje, em Curitiba. O grupo deve se reunir na Boca Maldita e sair em marcha perto das 18 horas. O movimento reúne grupos como a Organização das Farofadas, Marcha da Maconha, Marcha das Vadias e integrantes de partidos políticos. A manifestação também pretende divulgar a “Farofada pelo Transporte Público”, marcada para o próximo dia 21.