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Sujeito vive dez anos com cadáver de amigo

Da Redação ·
 Quando Derrick juntava a turma para jogar buraco, ninguém queria pegar o morto
fonte: Foto por Reprodução / The Sun
Quando Derrick juntava a turma para jogar buraco, ninguém queria pegar o morto

Um homem de 74 anos manteve o corpo morto de um amigo em seu apartamento, em Bristol, na Inglaterra por ao menos dez anos.

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Alan Derrick ficou com medo de ser despejado de seu apartamento alugado quando, em 1998, seu amigo Dennis Pring morreu lá dentro. O corpo foi descoberto dez anos depois quando Derrick foi, de fato, despejado.

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O tiozinho chegou a ser preso por suspeita de assassinato, mas foi liberado logo depois sem acusação nenhuma.

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Em seu interrogatório, Derrick contou tudo da maneira mais honesta que pode. Segundo ele, Pring ficou inconsolável depois que sua mulher morreu e piorou ainda mais depois de ter perdido contato com o filho. Por causa disso, Derrick ficou compadecido da situação do amigo, que não tinha mais casa para morar e ofereceu a ele o que podia – um sofá para dormir e companhia.

O problema é que Pring começou a beber para afogar as mágoas. Bebeu tanto que as mágoas até aprenderam a nadar e, quando isso aconteceu, o pobre homem morreu, ali mesmo, no sofá do amigo.

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No dia em que Pring morreu, Derrick chegou em casa, viu o amigo deitado ali e achou que ele estava dormindo. Voltou para o bar, que era sua segunda casa e repetiu a rotina por dias e dias até que pensou em acordar Pring e não conseguiu.

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Derrick ficou desesperado porque, como pagava aluguel pelo apartamento, o pessoal da imobiliária poderia achar que ele estava sublocando o apê para Pring e, com isso, ele seria despejado. Se isso acontecesse, ele ia querer morrer.

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O velhinho, então, virou o sofá para cima do corpo do amigo, cobriu com almofadas e nunca mais se sentou naquele sofá – embora tenha feito refeições ao lado do corpo.

Por pelo menos duas vezes, seu apartamento foi submetido à inspeção – por causa de reclamações dos vizinhos contra o mau cheiro – e ninguém jamais percebeu nada de estranho.

Quem é que iria notar que havia um cadáver no meio da imundície que era o apartamento de Alan Derrick?

A polícia diz que, em alguns pontos da casa, havia lixo na altura do joelho. Em todo lugar, havia sacos de plástico e jornais espalhado. O pior era o banheiro. Depois que a privada entupiu, Derrick passou a usar a banheira para o tipo de atividade que não deixa a casa com o melhor cheiro do mundo.