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Grupo invade Câmara do Distrito Federal

Da Redação ·
 Distrito Federal
fonte: google Imagem
Distrito Federal

Cerca de 30 manifestantes ocupavam às 22h30 desta quarta-feira, dia que Brasília completa 50 anos, a nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Eles pedem a saída do novo governador, Rogério Rosso (PMDB), eleito no sábado passado. A invasão no prédio ainda em construção ocorreu por volta das 20h. Os participantes do protesto não souberam informar até quando permanecerão no local. A previsão é que haja uma reunião ainda na noite desta quarta-feira para discutir o assunto. Para os manifestantes, a deposição do novo governador é necessária porque sua eleição não teria sido legítima, já que oito dos 13 deputados participantes do processo eleitoral indireto estão envolvidos com denúncias de corrupção. A Polícia Militar chegou à nova sede na noite desta quarta-feira. Até as 22h30, não havia informações de confronto entre PMs e manifestantes. De acordo com o capitão Mário Gomes, que chefia a ação no local, o proprietário (uma construtora) do imóvel foi avisado da ocupação. "Só quando a construtora der uma posição a polícia vai tomar uma atitude, seja autuar as pessoas que estão lá dentro ou qualquer outra medida, mas sem violência", afirmou. Mandato tampão Rosso foi eleito novo governador do Distrito Federal no último sábado em eleição indireta realizada na Câmara Legislativa com 13 votos, o mínimo exigido para que o pleito fosse decidido em primeiro turno. A vice-governadora ficou com Ivelise Longhi, também do PMDB. Os dois vão cumprir um mandato tampão até dezembro deste ano. Rosso é o quarto governador que o DF tem só este ano, depois da prisão de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), da renúncia do vice Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM), e de Wilson Lima, presidente da Câmara Distrital que assumiu interinamente o comando do DF e foi vencido na eleição indireta deste sábado. Entenda o caso A cassação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, teve origem na descoberta do mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado. Foi resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada. O então governador aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados". As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

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