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Papa chega perto de fiéis e tenta contornar crise

Da Redação ·
Bento XVI andou no 'papamóvel' cercado por seguranças
fonte: Gregório Borgia
Bento XVI andou no 'papamóvel' cercado por seguranças

Milhares de pessoas participaram na praça de São Pedro do Vaticano da Procissão do Domingo de Ramos, presidida pelo papa Bento XVI e que abre os ritos litúrgicos da Semana Santa. Pela primeira vez em quase cinco anos de pontificado, Bento XVI comandou do papamóvel a procissão.

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De acordo com o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o papa optou por usar o veículo para poder ver melhor os fíeis que lotaram a praça de São Pedro neste domingo (28). A aproximação física com o público chega em um momento delicado do Vaticano, no qual os escândalos envolvendo padres pedófilos arranham a imagem da Igreja Católica.
 

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No sábado (27), o cardeal de Westminster, Vincent Nichols, saiu em defesa do papa Bento XVI. Segundo ele, "ninguém fez tanto contra os abusos sexuais contra menores por parte dos sacerdotes do que o papa Bento XVI". Já o cardeal vigário para o estado da Cidade do Vaticano, Angelo Comastri, pediu que os fiéis dediquem todas as suas preces e o rosário a Bento XVI "neste momento difícil", em referência as acusações feitas por vários meios de comunicação de que o papa supostamente ocultou casos de pedofilia.

Oliveiras centenárias trazidos da região italiana de Apúlia (sul), galhos de oliveiras procedentes da residência papal de Castel Gandolfo, ao sul de Roma, e palmas procedentes de Elche (Espanha) e Sanremo (Itália) enfeitaram a praça, onde o pontífice entrou no meio dos aplausos dos presentes.

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Bento XVI, revestido com enfeites vermelhos e levando o cajado, presidiu a procissão, que saiu dos palácios pontifícios e se dirigiu rumo ao obelisco de Sisto V, instalado no centro da praça vaticana.

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Na jornada na qual a Igreja lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, o papa chegou ao recinto vaticano no meio do cântico Hosana. Diante do obelisco, adornado com flores vermelhas e verdes, o papa abençoou as palmas e os galhos de oliveira, símbolos da paz.

Depois leu o Evangelho de Lucas que narra a entrada de Jesus na Cidade Santa. Após a procissão, Bento XVI se dirigiu para o altar maior levantado no átrio da praça vaticana para rezar a missa.


O papa afirmou que o homem pode escolher entre seguir Jesus e se afundar na mentira e na indecência.

"Jesus nos conduz para o que é grande, puro. Nos leva para o ar salubre das alturas, para a coragem que não deixa que nos amedrontemos com as maledicências de opiniões dominantes, para a paciência que suporta e sustenta o outro", disse aos fiéis.

Bento XVI pediu a paz para a Terra Santa, para que o lugar onde Cristo nasceu, viveu, morreu e ressuscitou seja "verdadeiramente um local de paz", e exortou os cristãos a permanecerem nessa terra.