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Réus presos pelo incêndio da boate Kiss podem deixar prisão

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 29 de maio (Folhapress) - A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu soltar hoje os quatro presos acusados pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, que causou a morte de 242 pessoas. A decisão é da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. A tragédia ocorreu em 27 de janeiro. Desde o dia seguinte estão presos os sócios da Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, e os membros da banda Gurizada Fandangueira Marcelo Jesus dos Santos (vocalista) e Luciano Bonilha Leão (produtor). Os donos da boate são acusados de terem instalado uma espuma inadequada no revestimento da casa, e os integrantes da banda por terem usado os fogos de artifício que provocaram o incêndio. Além dos quatro presos, também se tornaram réus, mas respondem em liberdade, dois bombeiros acusados de adulterar documentos após o incêndio - o major Gerson da Rosa Pereira e o sargento Renan Berleze - e outras duas pessoas acusadas de mentir à polícia durante a investigação: o ex-sócio Elton Uroda e o contador Volmir Panzer. Os quatro réus presos poderão ser soltos ainda hoje. Incêndio O incêndio ocorreu no dia 27 de janeiro e provocou 241 mortes. Centenas de sobreviventes ficaram feridos, incluindo cerca de 140 que precisaram ser hospitalizados. O fogo começou por volta das 3h, quando um integrante da banda Gurizada Fandangueira, que fazia um show no local, acendeu um artefato pirotécnico. Faíscas atingiram uma espuma usada como revestimento acústico, que começou a queimar. Uma espessa fumaça preta tomou conta de todo o ambiente da casa noturna em poucos minutos, intoxicando os frequentadores. Desde o dia seguinte à tragédia, estão presos os sócios da boate Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr - por não terem adotado a espuma adequada para isolamento acústico - o vocalista da banda Marcelo Jesus dos Santos e o produtor Luciano Bonilha Leão - ambos por serem responsáveis pelo uso do artefato.  

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