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Promotoria diz que acusado de ataque atuou como terrorista

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 29 de maio (Folhapress) - O procurador da República Francesa, François Molins, disse hoje que o acusado de fazer um ataque contra um militar francês no último sábado em Paris atuou como um terrorista e queria matar o soldado, que foi ferido após receber uma facada. O suspeito, de 22 anos, foi detido pela polícia francesa nesta quarta na cidade de Verrières-le-Buisson, a 25 km de Paris. Os agentes informaram apenas seu primeiro nome, Alexandre. Segundo Molins, o suspeito teria confessado o crime e atuado "em nome de sua ideologia religiosa". O procurador disse que o homem atuou com uma "determinação impressionante" e que quando foi preso disse aos agentes que conhecia as razões pelas quais estava sendo procurado. Molins, no entanto, não informou a religião do suspeito, embora a polícia afirme que ele era islâmico. A investigação foi encaminhada ao Tribunal de Paris e o caso será tratado como um delito terrorista. Ele está sob prisão temporária, que pode ser prorrogada por até quatro dias até que ele seja informado por um juiz sobre os crimes aos quais responde. O porta-voz da polícia, Christophe Crepin, disse que o suspeito foi encontrado após um exame com amostras de DNA encontradas em uma garrafa de suco de laranja encontrada próxima ao local do crime, um centro comercial da capital francesa. As facas usadas haviam sido compradas no mesmo dia do ataque. Outro ponto que ajudou a identificar o suspeito foram imagens das câmeras de segurança do local do ataque, em que o acusado aparece fazendo uma oração dez minutos antes de atacar o soldado. A polícia diz também que o preso tinha ligação com grupos radicais islâmicos, embora estes não tenham sido mencionados. Ligação com Londres Na mesma entrevista, o procurador da República descartou qualquer associação do ataque com a morte de outro militar em Londres, no dia 22. Inicialmente, a polícia afirmou que a ação contra o francês estava ligada com o assassinato de Lee Rigby, 25, em Woolwich. O crime inglês foi cometido por dois homens britânicos de origem nigeriana que, embora sejam de família católica, se converteram ao islamismo há mais de dez anos e entraram em grupos radicais proibidos no Reino Unido. O soldado Cédric Cordiez foi atacado no último sábado na estação de metrô La Défense, quando estava realizando uma patrulha com outros dois militares, dentro do plano antiterrorista Vigipirate. As tropas são acionadas em caso de alerta máximo contra terrorismo das autoridades francesas. O militar, que saiu na segunda-feira do hospital onde foi internado para ser tratado dos cortes causados pelo agressor, é um dos 1.200 membros do Exército francês que estão desdobrados por diferentes pontos do país dentro desse plano.  

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