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Secretário descarta efeitos negativos com adoção de bônus a policiais

Da Redação ·





BRASÍLIA, DF, 28 de maio (Folhapress) - O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, descartou hoje qualquer possibilidade de efeitos colaterais com a implantação do sistema de pagamento de bônus semestrais para policiais que cumprirem metas de redução de índices de criminalidade.

Entre as preocupações que envolvem a adoção do sistema, que apresentou resultados díspares em outros Estados onde regras semelhantes foram adotadas (Minas Gerais e Pernambuco), está o surgimento de uma concorrência danosa entre os próprios policiais, além de um eventual estímulo à violência policial.

O sistema foi anunciado semana passada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas ainda não tem suas regras definidas. Grella Vieira afirmou não ter uma data para isso. Segundo o secretário, essas definições acontecerão "proximamente". O governo ainda contratará uma empresa de consultoria para definir os critérios do programa, suas metas e definir os valores dos bônus, que deverão chegar a R$ 10 mil por semestre.

"As metas significam desafios. Evidente que todos os policiais já cumprem seu dever. A meta propõe um esforço a mais. O sistema está alicerçado em critérios objetivos e na transparência", disse o secretário, ao chegar para uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, onde apresentará números operacionais da Polícia Civil paulista durante o ano de 2012.

O policial de uma unidade que cumprir todas as metas de redução de criminalidade propostas para a sua área receberá um bônus de até R$ 4.000 -independentemente do salário de cada profissional.

Esse valor poderá chegar a R$ 10 mil com uma premiação extra para 10% dos policiais mais bem avaliados, tanto da Polícia Militar como da Polícia Civil e da Científica.

O que está definido é que cada área terá um índice próprio. Assim, os policiais de Higienópolis (na região central), por exemplo, terão metas diferentes dos de Taboão da Serra (na Grande SP).

Inicialmente, serão avaliados os seguintes indicadores: homicídios dolosos (com intenção), latrocínio (roubo seguido de morte), roubo em geral, furto e roubo de veículos.

Mas não está descartada a inclusão de outros -como sobre a letalidade policial.
 

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