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Emboscada de guerrilha maoista mata ao menos 17

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 25 de maio (Folhapress) - Pelo menos 17 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas hoje em um ataque de guerrilheiros maoistas a uma caravana do Partido do Congresso, no Estado de Chhattisgarh, na região central da Índia. Entre os mortos estão vários políticos. O grupo voltava de um comício na cidade de Jagdalpur, cerca de 340 km da capital estadual, Raipur, quando os rebeldes detonaram uma mina e cerca de 150 maoistas começaram a disparar indiscriminadamente contra os veículos, segundo o relato do jornal "The Times of India". Sonia Gandhi, presidente do Partido do Congresso, expressou comoção, enquanto o primeiro-ministro do país, Manmohan Singh, qualificou o incidente como "um ataque contra a democracia". O ataque aconteceu no começo da tarde no vale de Dharba. O chefe do partido naquele Estado, Nand Kumar Patel, e seu filho foram sequestrados, informa a agência local de notícias PTI. Entre os mortos estão Uday Mudaliar, ex-legislador, e Mahendra Carma, veterano do partido e criador, em 2005, de um movimento paramilitar antimaoísta que foi dissolvido após ser declarado ilegal pelos tribunais. Segundo a PTI, o ex-ministro Vidya Charan Shukla foi baleado e permanece em estado grave. Ele será transferido a um hospital de Nova Déli. Maoistas Os maoistas têm suas fortificações no chamado "cinturão vermelho" da Índia, faixa de território que percorre o centro e o leste do país e na qual contam com vários campos de treinamento. O governo da Índia declarou os rebeldes maoístas como a principal ameaça para a segurança interna do país. Conhecidos como naxalitas após protagonizar uma revolta na aldeia bengali de Naxalbari em 1967, lutam por uma revolução agrária de características comunistas. A guerrilha maoista está ativa em pelo menos 12 regiões e mais de um terço dos distritos da Índia, mas representa uma ameaça "grave" em pouco mais de 10% deles.  

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