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Prisão-SP - (Atualizada)

Da Redação ·

Menor suspeito de matar jovem na Virada foi detido outras 12 vezes Por Evandro Spinelli SÃO PAULO, SP, 25 de maio (Folhapress) - O acusado de matar Elias Martins Morais Neto, 19, durante a Virada Cultural em São Paulo é um menor de idade que já teve 12 passagens pela Fundação Casa. De acordo com a Polícia Civil, o adolescente de 17 anos é enteado de um policial militar. O padrasto e a mãe teriam ajudado os delegados a obter a confissão do menor. O adolescente foi apreendido na Vila Mirante, região de Pirituba, zona norte de São Paulo, na tarde de sexta-feira. Também foi detido o cabeleireiro Renan Alves de Souza Costa, 22, acusado de coparticipação no crime. Os dois vão responder à acusação de latrocínio (roubo seguido de morte). Minutos antes do assassinato, eles teriam roubado celulares e bolsas do grupo em que estava Morais Neto. O roubo foi na esquina das ruas Santa Ifigênia e Aurora, na região conhecida como cracolândia, na madrugada de domingo, durante a Virada Cultural. Segundo a Polícia Civil, após ser roubado, Morais Neto perseguiu Costa e o adolescente pela rua Aurora -passaram em frente ao 3º Distrito Policial- e pela av. Rio Branco. Ainda na rua Aurora, o menor teria apontado uma arma. Na Rio Branco, aconteceu o tiro. Imagens de câmeras de segurança da região mostram a perseguição, frequentadores da Virada Cultural fugindo do que parece ser um tiro (não há som nas imagens), mas o crime em si não foi filmado. Após o crime, o adolescente teria jogado a arma na av. Ipiranga, entrado em um ônibus e tirado o abrigo que vestia, para não ser identificado, ficando de camiseta e bermuda. A polícia suspeita que Costa e o adolescente participaram de arrastões durante a Virada, porque na casa de Costa foram apreendidos 13 chips de telefones celulares, além de munições. Ele foi detido pelo porte ilegal de munição e está preso no 97º DP. O menos foi para a unidade Piratininga da Fundação Casa. De acordo com a Polícia Civil, foi Costa quem ficou com o celular de Morais Neto. Horas depois do crime, a mulher de Morais Neto ligou para o celular do marido e ouviu que ela agora teria de criar o filho do casal sozinha. Quem falou com ela, segundo a polícia, foi Costa, que não tem antecedentes criminais. O delegado seccional Kleber Altale disse que a Polícia Civil não tem dúvida sobre o autor do disparo porque, na av. Rio Branco, cada um correu para um lado. Além das imagens, a polícia contou com informações sobre a localização do celular de Morais Neto para esclarecer o crime. Horas depois do homicídio foi feita uma ligação da região de Pirituba, o que levou a polícia a concentrar suas investigações naquela região. "Nossa primeira certeza era que os autores do crime não eram da região central, porque eles fugiram pela rua da delegacia. A informação das antenas do celular nos deram a pista de onde procurá-los", afirmou o delegado Fabiano Vieira da Silva, responsável pelo inquérito.  

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