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Oposição questiona investigação de gravações envolvendo governo

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 24 de maio (Folhapress) - A oposição venezuelana questionou hoje a escolha da procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, para investigar as acusações reveladas pela gravação de uma conversa entre o jornalista chavista Mario Silva e um militar cubano, divulgada nesta semana.

Segundo o deputado da MUD (Mesa de Unidade Democrática) Miguel Ángel Rodríguez, Díaz já defendeu o apresentador da TV estatal em outros casos no Ministério Público.

"Começamos com o pé esquerdo (...) Exigimos que se faça uma investigação rigorosa", disse o parlamentar à rádio Unión, pedindo "transparência" no processo.

Foi a oposição que solicitou ao Ministério Público investigar temas revelados pelo áudio, como as acusações de ligação do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, com lavagem de dinheiro e evasão de divisas, irregularidades no pleito que elegeu Nicolás Maduro em abril e a ingerência de militares cubanos no país.

Na gravação da conversa com o tenente-coronel cubano Aramis Palacios --divulgada à imprensa pela oposição-- Silva ainda acusa Cabello de conspiração contra Maduro. O apresentador alega que tudo não passa de uma montagem.

Hoje, o ex-embaixador do Panamá na OEA (Organização dos Estados Americanos) Guillermo Cochez disse que a oposição venezuelana planeja divulgar na próxima segunda uma segunda e "terrível" gravação.

Cochez sugeriu que o novo áudio está relacionado com informações falsas sobre a morte de Hugo Chávez. O diplomata ficou conhecido em fevereiro passado ao afirmar que os médicos haviam declarado a morte cerebral de Chávez em dezembro, em Cuba. O mandatário morreu em 5 de março, em Caracas.
 

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