Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Júri absolve 2 PMs acusados de execução

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline


Sob fortes aplausos e em um plenário repleto de policiais militares no Tribunal do Júri de Ferraz de Vasconcelos, sete jurados absolveram, na quinta-feira, 23, os dois PMs acusados de matar Dileone Lacerda Aquino, em março de 2011, no Cemitério Parque das Palmeiras. O caso foi testemunhado por uma professora que ligou para o 190 e descreveu a execução em tempo real - na época, a gravação foi divulgada com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.


Os PMs, presos desde abril de 2011, tiveram suas algemas retiradas logo depois do anúncio da sentença. Os jurados decidiram por 4 a votos a 3 que os policiais Felipe Daniel Silva e Ailton Vital da Silva, autor do disparo, agiram em legítima defesa contra Dileone, que teria roubado uma van com medicamentos na companhia de outros dois comparsas.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A defesa argumentou que Lacerda tentou tirar o revólver do policial antes de receber o tiro na barriga. A justificativa para o fato de ter levado o suspeito para o cemitério foi a de recuperar parte das mercadorias roubadas, que estariam no local.

A professora e sua irmã, que testemunharam o crime, depuseram sigilosamente pela manhã, sem a presença da audiência e dos réus. O promotor Sérgio Ricardo Gomes disse que vai recorrer da sentença porque os jurados decidiram em contradição ao que apresentavam as provas. "Elas viram o crime, viram que a vítima estava algemada e não reagiu ao receber o disparo", afirmou o promotor.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O advogado de defesa, Celso Vendramini, nega que Dileone estivesse algemado e apontou contradições nos depoimentos das testemunhas. Ele afirmou que as duas apenas ouviram os disparos, mas não viram a vítima reagir. No ano passado, Vendramini havia conseguido a absolvição de três policiais militares acusados de executar dentro da viatura um suspeito que estava sendo levado para ser socorrido, após suposto tiroteio.


Durante os debates, pelos menos duas vezes a plateia aplaudiu o advogado, que também vai defender seis policiais militares envolvidos em uma chacina no Campo Limpo, na zona sul. Ele citou diversas vezes a exibição do caso no Fantástico, da TV Globo, para mostrar a "parcialidade" da imprensa na cobertura de crimes. "Disseram que a vítima era pedreiro, mas na verdade era líder do PCC", afirmou. Durante a comemoração da sentença, policiais e familiares dos réus se dirigiram contra jornalistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


A mãe de Dileone, Fátima Lacerda, diz que não esperava a condenação dos PMs. "Tanto faz, não traria meu filho de volta." Ela reclamou apenas de o advogado de defesa ter dito no júri que ela havia recebido R$ 100 mil de indenização. "Não recebi esse dinheiro. Ganhei só uma indenização de um terço do salário mínimo por mês." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV