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Clima-EUA - (Atualizada)

Da Redação ·

Obama visitará no domingo áreas afetadas por tornado SÃO PAULO, SP, 22 de maio (Folhapress) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, viajará no domingo ao Estado de Oklahoma para ver de perto os danos causados pelo tornado que, na segunda-feira, arrasou a área de Moore. O número de mortos ainda é incerto, mas seriam pelo menos 24 dos quais 15 já foram identificados. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que Obama viajará para a área afetada pelo tornado a fim de se reunir com as vítimas e seus parentes, e agradecer o trabalho das equipes de resgate. O mandatário "se reunirá com famílias afetadas e agradecerá aos membros dos serviços de socorro", acrescentou Carney, lembrando que "o presidente pediu que sua administração forneça todos os recursos à disposição para apoiar as operações dirigidas pela governadora [de Oklahoma, Mary Fallin] e sua equipe". Segundo o prefeito da cidade de Oklahoma, Mick Cornett, o tornado destruiu entre 12 mil e 13 mil casas. Prejuízo Os danos ocasionados pelo tornado podem superar os US$ 2 bilhões, embora estas estimativas ainda sejam provisórias, informou nesta quarta-feira o Departamento de Seguros de Oklahoma. Por sua parte, o prefeito de Oklahoma City, cidade que se encontra a cerca de 20 km de Moore, situou as perdas entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões e em 36 mil os cidadãos afetados. Segundo as autoridades estaduais, mais de 13 mil imóveis teriam sido atingidos pelo tornado, que deixou por enquanto 24 mortos e mais de 200 feridos. O Serviço Meteorológico dos Estados Unidos classificou o tornado na categoria 5, a mais alta da escala Fujita, que contempla ventos superiores aos 320 km/h. Moradores Enquanto as equipes de resgate ainda buscam sobreviventes, muitos moradores da região tentam agora resgatar objetos pessoais dos escombros ou até mesmo retornar para os imóveis menos afetados pela tragédia. Na noite de ontem, em Oklahoma City, muitas famílias estacionavam seus carros no pátio de um posto de gasolina próximo à região arrasada para tentar acessar o que restou de suas casas e juntar objetos pessoais para levá-los às casas de amigos e familiares onde agora estão abrigadas. "A minha casa foi atingida, eu estava lá quando o tornado passou e pude sentir a falta de ar provocada pela pressão e pela força do vento. O ar muda na hora. Foi como se um trem passasse por cima de mim", disse Nancee Morris, que carregava uma sacola cheia de roupas que acabara de resgatar. "Vi latas de lixo, telhas, pedaços de madeira voando e voltando com muita força contra as casas das pessoas", contou. "O que o senhor está fazendo aqui?", perguntava um policial a Terry Rutledge, que insistia em permanecer com a mulher e três filhos na casa da família, com poucos estragos aparentes apesar de estar localizada em área próxima à rota do tornado. "Temos um gerador e estou com um rádio para ouvir todas as notícias sobre as mudanças no clima e alertas", explicava. "Ouça: eu já trabalhei em outra ocasião desse tipo e, acredite, ainda há muito risco de desabamento", respondia o guarda. Amanda Laughlin, outra moradora da região, também afirmava que, com seu gerador, teria condições de ficar em casa acompanhada do marido. "Agora já passou. Na hora foi difícil. Eu tive a sorte de me proteger no porão dos meus vizinhos, mas acho que faltam abrigos", disse.  

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