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Rapaz morto durante evento morava em ocupação de sem-teto

Da Redação ·





Por César Soto e Heloisa Brenha

SÃO PAULO, SP, 19 de maio (Folhapress) - A causa da morte do rapaz de 20 anos que morreu na manhã de hoje durante a Virada Cultural ainda é desconhecida. Há suspeita de overdose, mas a autópsia ficará pronta após 30 dias, segundo a família.

Jonathan Santos do Nascimento, 20, morreu às 6h na região de Santa Ifigênia, no centro. Ele morava com dois irmãos em um prédio ocupado pelo MSTC (Movimento dos Sem-Teto do Centro de São Paulo) na alameda Dino Bueno.

De acordo com a família, ele sofria de sopro no coração, mas levava uma vida normal e não usava drogas. Trabalhava descarregando caminhões na região do Brás e na rua 25 de março. Depois de trabalhar até as 22h do sábado, foi encontrar amigos na Virada Cultural.

Um deles, o carregador Evanildo Santana Dias, 22, estava com Nascimento e disse que este havia bebido "vodca e outras bebidas quentes". Outros conhecidos disseram que Nascimento, no entanto, também usava lança-perfume.

No momento em que ele desmaiou, Dias o levou até um carro da PM. "Os policiais o levaram até um Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que estava no largo de Santa Cecília. Uma enfermeira tentou reanimá-lo com uma daquelas máquinas de choque, mas ele já estava morto quando foi para o hospital", conta.

De acordo com a família, corpo foi levado à Santa Casa de Misericórdia antes de passar por autópsia no IML central.
 

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