Geral

Cabral veta mudança de nome das estações de metrô

Da Redação ·





RIO DE JANEIRO, RJ, 16 de maio (Folhapress) - O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) vetou hoje a mudança de nome das estações de metrô da cidade. A proposta vinha sendo divulgada pela empresa MetrôRio em seu site.

Na tarde de hoje, o MetrôRio, que administra o transporte, divulgou uma nota informando que não haverá mudança dos nomes.

"O MetrôRio esclarece que o projeto Naming Rights [algo como "direito de uso de nome", em tradução livre] não muda em absoluto o nome das estações e sim permite a adoção comercial de cada uma. A receita acessória é revertida para o conforto dos usuários e ambientação das estações. A concessionária informa que contratualmente os patrocinadores se comprometerão a oferecer serviços adicionais para os usuários nessas estações", explica a nota.

Em seu site, a concessionária anunciava o Projeto Estação Patrocinada, que previa que empresas liguem seus nomes aos de estações. De acordo com as informações do site, apenas seis das 35 estações estão incluídas no projeto: Carioca, Uruguaiana, Central e Cinelândia, no centro; General Osório, em Ipanema, zona sul; e Maracanã, na zona norte.

O programa, criado pela empresa IMX, braço do empresário Eike Batista na área de entretenimento e uma das três que compõem o consórcio vencedor da licitação do Maracanã, também oferece a possibilidade de patrocínio de bicicletários instalados em 11 estações.

Em fevereiro do ano passado a SuperVia, concessionária dos trens urbanos, lançou programa semelhante. Entre as estações oferecidas estava a que atende o estádio Engenhão, no Engenho de Dentro, mas até agora ela não mudou de nome.

A SuperVia conseguiu vender o patrocínio para as estações do teleférico do Complexo do Alemão. As gôndolas que transportam moradores e turistas foram pintadas de vermelho, com o logotipo da Kibon e as estações ganharam pontos de venda da marca.

Publicitários ouvidos pela reportagem afirmam que a concessionária pode enfrentar dificuldades para vender as cotas de patrocínio.

O problema estaria nas frequentes reclamações de usuários sobre superlotação dos trens. Isso despertaria o receio de eventuais investidores de associar suas marcas a um produto alvo de críticas de consumidores.
 

continua após publicidade