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Ministério Público do RS denuncia duas pessoas por fraude do leite

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 16 de maio (Folhapress) - O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou denúncia ontem contra duas pessoas por adulteração de produto alimentício destinado a consumo, crime que prevê pena de quatro a oito anos de prisão. Os dois homens, Luís e Leandro Vincenzi, pai e filho, são donos da empresa LTV - Indústria, Transporte e Comércio de Laticínios Ltda, de Guaporé. Leandro está preso no presídio estadual da cidade desde a deflagração da Operação Leite Compen$ado, na semana passada. Luís não teve a prisão decretada. A reportagem não conseguiu contato com os denunciados ou seus advogados. Segundo o Ministério Público, os Vincenzi adulteraram leite com uma mistura de água e ureia em diversas oportunidades, de outubro de 2011 a abril de 2013. Leandro era o administrador da empresa e Luís fazia o apoio logístico para o suposto esquema de fraude. Ainda de acordo com a Promotoria, a denúncia não pode ser divulgada por conter a transcrição de trechos de gravações telefônicas que estão sob segredo de justiça. Outras denúncias deverão ser apresentadas nos próximos dias para os núcleos de Ibirubá e Horizontina, também identificados pela investigação do Ministério Público. Coliformes Ontem o Ministério Público havia divulgado os resultados de testes realizados em amostras de água de uma propriedade rural em Ibirubá, recolhidas durante a execução de mandados de busca e apreensão da operação. Segundo o Ministério Público, os exames revelaram a presença de coliformes fecais e a ausência de cloro na água, o que significa que ela é imprópria para o consumo humano.  

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