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Advogado diz que sequestrador de Cleveland vai se declarar inocente

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 15 de maio (Folhapress) - O advogado de Ariel Castro, 52, que confessou ter mantido três mulheres em cativeiro por mais de dez anos em Cleveland, disse hoje que seu cliente planeja alegar inocência das acusações de sequestro e estupro a que foi indiciado.

Na semana passada, ele admitiu o crime, em depoimento à Justiça. Castro é acusado de ter mantido em sua casa Amanda Berry, 27, Georgina DeJesus, 23, e Michelle Kinght, 32, sequestradas entre 2002 e 2004. Elas foram liberadas pela polícia na segunda.

A Promotoria ainda estuda acusá-lo de homicídio devido a acusações feitas por Michelle Kinght de que ele a teria agredido para provocar o aborto nas cinco vezes em que disse ter ficado grávida do algoz. Castro nega as agressões.

Segundo o advogado do sequestrador, Jaye Schlachet, ele está sob observação na cadeia onde está preso para que não cometa suicídio. Ele não informou por que razão ele alegará inocência, mas pediu à imprensa que evite tirar conclusões precipitadas sobre seu cliente.

"Ele não é um monstro e não deveria ser demonizado pela mídia", afirmou o advogado. "Pedirei à comunidade que não se apresse, que considere cada coisa antes de expressar a opinião."

Castro está preso e a fiança para libertá-lo foi estipulada em US$ 8 milhões (R$ 16 milhões). Segundo a rede de televisão americana CNN, ele não pode ter contato com outros presos e sua condição é verificada a cada dez minutos.

Ele ainda é apontado como filho de uma menina de seis anos encontrada na casa de Cleveland. A criança é filha de Amanda Berry, que foi sequestrada em 2003.

Os irmãos do sequestrador, Odin e Pedro, chegaram a serem presos, mas foram liberados por falta de provas. Na segunda (13), eles chamaram o irmão de "monstro" e disseram que a família recebeu ameaças de morte após a descoberta do cativeiro.
 

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