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Grupo rebelde liberta quatro funcionários da ONU

Da Redação ·





Por Diogo Bercito, Enviado especial

MAJDAL SHAMS, GOLÃ, SP, 12 de maio (Folhapress) - O grupo rebelde sírio Mártires de Yarmuk libertou os quatro soldados da ONU capturados na região das colinas de Golã, segundo um comunicado divulgado hoje pelas Nações Unidas.

Os membros da missão de paz, todos filipinos, haviam sido sequestrados em 7 de maio nas proximidades de Al-Jamlah. Em nota, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, agradeceu "a assistência de Qatar e outros envolvidos em garantir uma soltura segura".

Ban também voltou a lembrar as partes envolvidas de que as forças da ONU na fronteira entre Síria e Israel são neutras e têm a função de monitorar os acordos entre ambos os países. "O secretário-geral pede [...] que respeitem a liberdade de movimento e a segurança da equipe."

Em março deste ano, o mesmo grupo de insurgentes havia raptado 21 observadores da ONU, também filipinos. Eles foram libertados após passados três dias.

Na ocasião da captura do dia 7, os rebeldes afirmaram que, diante dos riscos pelo conflito no vale de Yarmuk, iriam manter os soldados em cativeiro para protegê-los.

O anúncio fora feito pelo Facebook, incluindo uma fotografia dos membros da ONU vestindo um uniforme em que se lia "Filipinas".

Segundo o comunicado, os Mártires de Yarmuk "levaram a cabo uma operação para proteger elementos da ONU operando no vale de Yarmuk [...] durante conflitos e um pesado bombardeio".

O conflito entre insurgentes e o regime de Bashar al-Assad já dura mais de dois anos, e tem saldo superior a 70 mil mortos, de acordo com estimativa de fevereiro das Nações Unidas.

A força de observadores da ONU nessa região foi estabelecida em 1974 para manter o cessar-fogo entre Israel e Síria, além de supervisionar áreas de separação.
 

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