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Papa canoniza freiras mexicana e colombiana

Da Redação ·
 Quadros da irmã Laura Montoya (à esquerda) e da irmã Maria Guadalupe Garcia Zavala (à direita) ficaram pendurados na Basílica de São Pedro durante a missa de canonização liderada pelo Papa Francisco neste domingo (12)
fonte: REUTERS / Stefano Rellandini
Quadros da irmã Laura Montoya (à esquerda) e da irmã Maria Guadalupe Garcia Zavala (à direita) ficaram pendurados na Basílica de São Pedro durante a missa de canonização liderada pelo Papa Francisco neste domingo (12)

O Papa Francisco realizou neste domingo (12), na Praça de São Pedro, a primeira cerimônia de canonização de seu pontificado para declarar religiosas duas santas do século XX na América Latina. Foram canonizadas a freira colombiana Laura Montoya (1874-1949) e a mexicana María Guadalupe García Zavala, conhecida como "mãe Lupita" (1878-1963) - além de 800 mártires italianos assassinados em 1480 pelos otomanos por terem se negado a se converterem ao Islã.

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A cerimônia solene teve presença de milhares de peregrinos da América Latina, incluindo uma grande delegação da Colômbia, encabeçada pelo presidente Juan Manuel Santos, que honra a primeira santa da história de seu país, uma freira que trabalhava como professora e guia espiritual para os povos indígenas no século 20.
Já "mãe Lupita" será a segunda santa do México. Ela se dedicou a cuidar dos doentes e ajudou os católicos evitar perseguições durante a repressão do governo à fé em 1920. Francisco orou para que a nova santa possa ajudar o país a "erradicar toda a violência e insegurança", uma aparente referência aos anos de derramamento de sangue e outros crimes em grande parte ligada a poderosos clãs do tráfico de drogas.


"Os incluímos no livro dos santos e estabelecemos que em toda a Igreja sejam devotamente honrados entre os santos", acrescentou o papa.

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A aprovação para a canonização dos 'Mártires de Otranto' foi dada pelo Papa Beno XVI, que renunciou ao cargo em fevereiro deste ano, e interpretada pelo Vaticano como válida por seu contexto histórico. Um dos mártires era um modesto sapateiro italiano, Antonio Primado, decapitado em Otranto (sul da Itália).