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Rio de Janeiro terá oito favelas removidas de áreas de risco

Da Redação ·

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou neste domingo (11) o início da remoção imediata de mais sete comunidades, além do Morro do Urubu, em Pilares, no subúrbio, que já começou a ser demolido. Os trabalhos devem começar ainda esta semana, em todos os locais selecionados, cujas famílias já foram cadastradas.

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As comunidades que serão removidas, além do Morro do Urubu, são: morros dos Prazeres e Fogueteiro, em Santa Teresa, no Centro; São João Batista, em Botafogo, Laboriaux, na Rocinha, na Zona Sul; as localidades Cantinho do Céu e Pantanal, no Morro do Turano, no Rio Comprido, na Zona Norte, e Parque Columbia, em Acari, no subúrbio.

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Em todo o município, até a manhã de hoje (11), a capital fluminense já tinha 63 mortos em decorrência da chuva. No estado, o número já ultrapassa 220.

4 mil famílias serão reassentadas As cerca de 4 mil famílias que serão reassentadas devem começar a receber ainda esta semana um aluguel de emergência no valor de R$ 400.

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Elas deverão ser reassentadas no futuro, em bairros que ainda serão construídos em terrenos como o antigo presídio Frei Caneca, no Centro, uma área da Light adquirida pela prefeitura por R$ 15 milhões, no subúrbio, além de casas do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) de Realengo, na Zona Oeste, para onde já estão sendo levadas famílias do Morro do Urubu.

Também deverão ser disponibilizadas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, para onde devem ser levadas as famílias do Parque Columbia, que será totalmente removido. O prefeito pede ainda que empresas, que tenham grandes terrenos que possam ser negociados, procurem a prefeitura para possíveis parcerias.

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ï»Ao todo, segundo o prefeito, serão investidos cerca de R$ 400 milhões em obras de drenagem, contenção de encostas, dragagem, recuperação de vias e de cursos de rios.

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Morro dos Prazeres

No Morro dos Prazeres em Santa Teresa, no Centro do Rio, cerca de 300 casas foram interditadas e 1.200 pessoas já foram retiradas de suas casas. Segundo o Corpo de Bombeiros, 28 vítimas fatais foram encontradas até o momento no local.

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Durante todo o sábado (10), 72 bombeiros procuraram por mais corpos que sumiram sob a avalanche de terra. Segundo os bombeiros, cinco pessoas ainda estão desaparecidas. Entre elas, uma adolescente de 13 anos, uma criança de 4 anos e um bebê de 8 meses.

Entre 1995 e 2002, a prefeitura do Rio gastou R$ 26 milhões em obras na comunidade. Foram feitas a abertura de novas ruas, a construção de escolas, creches, postos de saúde e áreas de lazer. Em valores da época, foram gastos quase R$ 78 mil por domicílio.

No entanto, por causa do risco de novos deslizamentos, a prefeitura baixou um decreto para retirar todos os moradores que vivem no local. As famílias devem ser encaminhadas para a casa de parentes ou abrigos do município. Depois, os desabrigados serão reassentados.

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Mapeamento A prefeitura anunciou ainda um mapamento das áreas de risco geológico de toda a cidade, que deverá ser feito pela Geo-Rio nos próximos seis meses. O projeto, vai determinar as áreas que devem ser contidas ou em que as famílias tenham que ser realocadas, além de avaliar as comunidades construídas sobre lixões e aterros sanitários.