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Gêmeas siamesas de Gaza morrem na Arábia Saudita

Da Redação ·
 A equipe reconheceu que era impossível separá-las
fonte: Google
A equipe reconheceu que era impossível separá-las

As duas irmãs siamesas palestinas da faixa de Gaza que chegaram à Arábia Saudita para serem separadas morreram neste sábado (10) por complicações médicas, informou um comunicado da equipe responsável pelo tratamento divulgado neste domingo (11) pelos meios de imprensa sauditas.

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Rital e Ritag abu Asi saíram de Gaza em 6 de abril e pouco depois foram internadas no hospital Rei Abdulaziz, em Riad, para serem separadas, mas a operação apresentava complicações porque as meninas compartilhavam vários órgãos.

A equipe que fazia o atendimento dos bebês, com duas semanas de idade, reconheceu ontem que era impossível separá-las, e anunciou que seu estado de saúde era precário devido às graves infecções bacterianas e nos brônquios.

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Os exames feitos nas meninas, que nasceram em 27 de março, indicavam que elas tinham dois corações que funcionavam como um só, e compartilhavam o sistema digestivo e o fígado.

O ministro da Saúde saudita, Abdala al Rabiaa, reconheceu neste sábado que as gêmeas dificilmente sobreviveriam.

O pai das meninas, Yasser abu Asi, tinha pedido ajuda às autoridades de saúde e, após conhecer o caso, o rei Abdullah, da Arábia Saudita, ordenou que as bebês fossem atendidas em uma clínica especializada de Riad.

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A partir de Gaza, o pai havia se queixado que suas filhas deviam ter viajado à Arábia Saudita antes. Ele alegou que a razão do atraso foi a luta de poder entre o movimento islâmico Hamas, que controla Gaza, e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que governa na Cisjordânia.

- Fui vítima das diferenças entre o Fatah [movimento que lidera o presidente da ANP, Mahmoud Abbas] e Hamas.

Abu Asi assinalou que cada um dos dois Ministérios de Saúde palestinos aos que solicitou ajuda esperavam ser contatados pela Arábia Saudita.

A isso se uniu o bloqueio que sofre Gaza há mais de três anos por parte de Israel. Por isso, foi necessário conseguir as permissões correspondentes do Egito para que pudessem sair pela passagem na fronteira de Rafah, que só é aberta ocasionalmente.