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Ataque contra tropas da ONU mata 12 no Sudão do Sul

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 9 de abril (Folhapress) - Pelo menos 12 pessoas morreram hoje em um ataque contra um comboio da ONU (Organização das Nações Unidas) no Sudão do Sul. Dentre, eles estão cinco soldados das forças de paz e sete funcionários civis.

Em comunicado, a organização disse que a emboscada foi feita por um grupo armado na Província de Yonglei, onde duas tribos, Murle e Lou Nuer, disputam o controle da região, que é frequentemente patrulhada pelos "capacetes azuis". Outros nove militares ficaram feridos.

A missão da ONU está na região desde o início do conflito que separou o Sudão do Sul do Sudão, em 20 para proteger a população civil e escoltar o comboio de ajuda humanitária. As tropas devem sair da região em julho, após o fim do mandato aprovado em resolução.

A representante especial da ONU no Sudão do Sul, Hilde Johnson, condenou a emboscada. "Este ataque não impedirá a missão de trabalhar para proteger às comunidades vulneráveis no Sudão do Sul. Vamos continuar com o trabalho de apoio às autoridades a garantir a paz".

A organização não divulgou a nacionalidade dos soldados mortos, mas o Sudão do Sul disse que as vítimas eram indianas.

A informação foi confirmada pelo Ministério de Relações Exteriores indiano.

Esse não é o primeiro ataque que os boinas azuis sofrem no país. Em 21 de dezembro, um helicóptero das tropas de paz foi derrubado por erro no Sudão do Sul, o que matou os quatro tripulantes.

Sudão do Sul, de maioria cristã e animista, se emancipou do Sudão, de maioria muçulmana, em julho de 2011 graças a um acordo de paz que havia assinado em 2005 e que encerrou décadas de guerra civil.
 

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