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EUA perderam "amiga verdadeira", diz Obama

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 8 de abril (Folhapress) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que os Estados Unidos perderam "uma amiga verdadeira" com a morte de Margaret Thatcher. Ela morreu na manhã de hoje, aos 78 anos, após um acidente vascular cerebral. Para Obama, a atuação da ex-chefe de governo ajudou os Estados Unidos a aprofundar os laços com o Reino Unido e vencer a Guerra Fria contra a antiga União Soviética. "O mundo perdeu uma das grandes campeãs da liberdade e os Estados Unidos perderam uma amiga verdadeira." O americano afirmou que a mandatária, a primeira mulher a chefiar o governo do Reino Unido, é um exemplo "de que não há barreira que não possa ser destruída". "Ela soube que com força e determinação nós poderíamos vencer a Guerra Fria e estender o compromisso de liberdade." Ele ainda lembrou da relação de Thatcher com o americano Ronald Reagan, que, para Obama, nunca será esquecida pelos americanos. Tony Blair O ex-primeiro-ministro trabalhista Tony Blair disse hoje que a ex-chefe de governo Margaret Thatcher era uma figura política imponente, que teve um vasto impacto global. Para o adversário político, a Dama de Ferro era "uma verdadeira líder". "São muito poucos os líderes que conseguem mudar não só o panorama político de seu país, mas do mundo inteiro", disse o ex-chefe de governo, em comunicado. Blair afirmou que algumas das mudanças feitas por Thatcher foram mantidas em seu período de governo, de maio de 1997 a julho de 2007. Também elogiou a personalidade da ex-premiê, que, segundo o trabalhista, se mostrou "incrivelmente disposta" a ajudá-lo durante seu mandato. "Inclusive se discordava dela em certos aspectos, em alguns casos fortemente, não poderia deixar de respeitar sua personalidade e sua contribuição à nação britânica. Sentiremos saudade com tristeza." O líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, também defendeu a figura da adversária política e enviou suas condolências aos filhos de Thatcher, Mark e Carol. "Ela remodelou as políticas de toda uma geração, mudou o centro da política britânica e foi uma figura enorme a nível mundial." O trabalhista disse ter discordado muito do que ela defendia e que a ex-primeira-ministra será sempre uma figura controversa, mas considerou que é possível discordar e respeitar as conquistas políticas da adversária.  

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