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Ambiente-SP - (Atualizada)

Da Redação ·

Vazamento de combustível chega à Enseada de Caraguatatuba (SP) Por Ricardo Hiar SÃO PAULO, SP, 6 de abril (Folhapress) - A mancha de óleo que vazou no fim da tarde de hoje em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, chegou até a Enseada de Caraguatatuba, na divisa com as praias de São Sebastião, na noite de hoje. O vazamento casou a interdição de nove praias de São Sebastião neste fim de semana. O alerta da vigilância sanitária para que o banho de mar fosse evitado por moradores e turistas, não foi suficiente para afastar os frequentadores. O aviso foi respeitado apenas nas praias mais afetadas e que receberam as ações de contenção e retirada do óleo pelas equipes da Petrobras/Transpetro. O vazamento ocorreu no Terminal Almirante Barroso (Tebar), de uso privativo da empresa. No início da noite deste sábado, a mancha de óleo chegava até a Enseada de Caraguatatuba, na divisa com as praias de São Sebastião. As praias Pontal da Cruz, Deserta e Porto Grande receberam apenas os curiosos que foram acompanhar a retirada do combustível que se espalhou em vários pontos. Já praias como Arrastão e Cigarras, as mais frequentadas desse trecho, tiveram movimento considerado na média para um fim de semana de sol, sem feriado prolongado. "O movimento dos turistas foi normal hoje. Trabalhei desde às 8h e as pessoas entraram na água normalmente. Para nós que estamos aqui há muito tempo, parecia que tinha algo estranho. Havia um cheiro muito forte e a água estava mais escura. Mas quem não conhece, não notava a diferença", afirmou a comerciante Maria Romano, 51, que mantém uma barraca de tapioca na praia das Cigarras. Segundo a comerciante, os banhistas só deixaram de entrar na praia quando as equipes de contenção intensificaram os trabalhos, por volta das 16h30. É o caso de Sandra Elizabeth de Assis, que é de São José dos Campos (SP) e veio passar o fim de semana em São Sebastião. "Passamos o dia aqui, as crianças brincaram na praia e não percebi que havia problemas. Só notei que algo não estava bem quando mais pessoas começaram a chegar para colocar algumas boias na água. Agora estou com medo de alguém ter algum problema de saúde", disse. Priscila Machado Dias, 30, e Almir Dias, 32, desceram para o litoral ontem e ficaram sabendo do vazamento por meio dos jornais. A opção encontrada pelo casal paulistano foi passar o dia na areia ou no comércio próximo à praia do Arrastão. "Quando soubemos do ocorrido, já estávamos aqui. O jeito foi encontrar um modo de não perder a viagem", afirmou Almir Dias. Isabela Valence, 22, trabalha em um quiosque na praia das Cigarras. Ela notou que havia problemas logo cedo. "A cor da água estava diferente e o cheiro de combustível era muito forte. Cheguei a ficar um bom tempo com dor de cabeça por causa disso, mas várias pessoas passaram o dia na água", disse. No final da tarde de hoje, equipes trabalharam em pelo menos quatro pontos da cidade para conter e retirar o combustível do mar: praia Deserta, Pontal da Cruz, Cigarras e proximidades da Enseada. De acordo com a Delegacia da Capitania dos Portos, ainda não é possível verificar a quantidade de material que vazou para o mar. O setor, que está acompanhando as ações, afirmou que as condições meteorológicas na região estão facilitando os trabalhos de limpeza. O presidente da Amprogás e prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, afirmou ter conversado por telefone com o gerente do Tebar (Terminal Almirante Barroso), que deu informações sobre o material derramado no mar. Segundo o prefeito, trata-se do produto denominado MF320, um derivado do petróleo "que é mais denso, viscoso e praticamente não inflamável."  

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