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Caneta de ouro é furtada do Museu da República

Da Redação ·





RIO DE JANEIRO, RJ, 4 de abril (Folhapress) - Uma caneta de ouro, presente do Exército brasileiro ao então presidente da República Afonso Pena (1847-1909), foi furtada do Museu da República, no bairro do Catete, na zona sul do Rio.

O crime aconteceu anteontem, por volta das 15h, em uma das salas do terceiro andar. O museu estava aberto, e o objeto era exibido na exposição permanente "A Res Publica Brasileira".

A Polícia Federal foi avisada e já investiga o crime. Dois vigilantes prestaram depoimento ontem numa tentativa de auxiliar nas investigações.

O principal suspeito, segundo os seguranças, seria um homem que se aproveitou da falta de vigilância e arrombou uma vitrine para retirar a caneta. O museu possui 23 salas e apenas 12 seguranças.

A diretora do museu, Magaly de Oliveira Cabral Santos, mãe do governador Sérgio Cabral, lamentou o caso e a falta de investimentos aplicados na segurança do museu.

A caneta furtada possui três brilhantes em forma de folhas. O objeto traz detalhes de contornos de penas de ave.

Em seu "corpo" há a inscrição "Dr. A.P. - Lei do Sorteio / Homenagem do Exército ao Dr. A. Pena".

O presente foi oferecido pelos militares, em 1908, ao então presidente Afonso Pena como uma forma de homenageá-lo pela aprovação de leis que beneficiaram os militares durante o seu governo.

Entre elas, a Lei de Sorteio, que instituía o serviço militar obrigatório, só que através do sorteio.
 

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