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Servidor é preso por cobrar propina

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 4 de abril (Folhapress) - A polícia prendeu em flagrante na manhã de hoje um funcionário da Prefeitura de São Paulo acusado de cobrar propina de um empresário. É o quarto servidor preso em menos de 20 dias em três operações realizadas pela Controladoria Geral do Município e pela Polícia Civil. A prisão de hoje ocorreu após a denúncia de um empresário de Pirituba, na zona norte da capital. Segundo ele, após uma vistoria em sua empresa, no dia 8 de março, um funcionário da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente constatou "aparentes irregularidades" na armazenagem de resíduos industriais da empresa. No último dia 13, o funcionário exigiu, então, uma quantia de R$ 30 mil reais para "deixar isto [multa] para lá". O funcionário disse que a multa poderia girar entre R$ 90 mil a R$ 120 mil. Após a denúncia, feita no dia 18 de março, a Controladoria Geral do Município e a Polícia Civil monitoraram uma negociação para redução da propina. O valor chegou a R$ 12 mil. O empresário, segundo a prefeitura, ajudou nas investigações e simulou que iria pagar R$ 8 mil de sinal pela propina. A polícia e a Corregedoria Geral do Município acompanharam o empresário e prenderam o servidor em flagrante no momento em que recebia a quantia. A prefeitura informou que abrirá um processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades pelo caso. O suspeito, segundo a prefeitura, vai responder pelo crime de concussão. Segundo a prefeitura, o servidor, que não teve o nome divulgado, ingressou na prefeitura por meio de um concurso público em junho de 2010. Ele recebia atualmente um salário mensal bruto equivalente a R$ 4.600. Casos No último dia 19, um engenheiro da Prefeitura de São Paulo foi preso sob suspeita de receber propina para regularizar a documentação de um imóvel. O homem estava lotado no Aprov (Departamento de Aprovação de Edificações) e foi detido após receber R$ 4.000 em dinheiro. Também em março, no dia 15, dois funcionários da Subprefeitura de Santo Amaro, na zona sul da capital, foram presos em flagrante no momento que recebiam R$ 40 mil de um empresário que denunciou o esquema. Eles foram soltos dias depois. O esquema de corrupção, segundo a prefeitura, funcionava no setor de fiscalização de obras da subprefeitura. O empresário que relatou a irregularidade para a prefeitura disse que pretendia fazer uma obra de ampliação em sua empresa. Segundo ele, um agente vistor foi até o local em 15 de fevereiro e determinou o embargo da obra por conta de irregularidades no Habite-se apresentado por ele. Ainda de acordo com a denúncia, uma servidora da subprefeitura acompanhou a vistoria e se colocou "à disposição para resolver o problema".  

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