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EUA enviarão sistema antimísseis a Guam por ameaça norte-coreana

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 3 de abril (Folhapress) - O Pentágono anunciou hoje que os EUA estão mandando um sistema de defesa antimísseis para a ilha de Guam, um dos territórios americanos no oceano Pacífico, nas próximas semanas. A Coreia do Norte afirmou anteriormente que as bases militares dos EUA na ilha, além do Havaí, estavam entre os potenciais alvos de um ataque. Segundo o Pentágono, a decisão foi uma medida de precaução contra as ameaças feitas por Pyongyang nas últimas semanas, que elevaram a tensão na península coreana e despertaram a preocupação dos aliados americanos na região. O Departamento da Defesa vai enviar um sistema conhecido como Defesa Aérea Terminal de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês), que inclui um lançador montado em caminhão, interceptadores de mísseis, um radar de rastreamento AN/TPY-2 e um sistema integrado de controle de fogo. Este é o terceiro anúncio militar desde o início da semana. Antes, o Pentágono confirmou o posicionamento de dois destróieres equipados com sistema antimísseis no Pacífico ocidental. "Os Estados Unidos continuam vigilantes em face das provocações norte-coreanas e estão prontos para defender o território dos EUA, de nossos aliados e nossos interesses nacionais", disse uma porta-voz do Pentágono. Antes do anúncio, o secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse que as ameaças norte-coreanas representam um perigo real e claro para os interesses dos EUA e seus aliados, como a Coreia do Sul e o Japão. "Estamos fazendo tudo que podemos, trabalhando com os chineses e os demais para destravar a situação na península coreana", disse Hagel durante um discurso na Universidade Nacional de Defesa (NDU). No mês passado, o Pentágono anunciou um plano para reforçar os sistemas de defesa antimísseis do litoral oeste dos EUA diante do risco de um ataque com mísseis. Indústria Hoje, a Coreia do Norte bloqueou o acesso de sul-coreanos a um parque industrial conjunto em Kaesong, do lado norte-coreano da fronteira. Dias antes, Pyongyang havia ameaçado fechar o complexo, que é operado por mais de 123 empresas sul-coreanas e tem cerca de 54 mil funcionários norte-coreanos. Seul disse que os mais de 800 cidadãos do país que permaneceram no local têm permissão para voltar, mas deixou claro que existe um plano de emergência para garantir a segurança das pessoas na fábrica. Na terça-feira, Pyongyang havia anunciado a reativação de um reator nuclear, atraindo críticas da comunidade internacional, inclusive da aliada China.  

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